INTEGRANTES

O Coletivo Terra em Cena é uma articulação de coletivos de teatro e audiovisual que atuam em comunidades da reforma agrária e quilombolas e em meio urbano. É composto por professores universitários da UnB e da UFPI, e da rede pública do DF, por estudantes das Licenciaturas em Educação do Campo da UnB e da UFPI/Campus de Bom Jesus e por militantes de movimentos sociais do campo e da cidade. O Terra em Cena se configura como programa de extensão da UnB, com projetos de extensão articulados na UnB e na UFPI, e como grupo de pesquisa cadastrado no diretório de grupos do Cnpq. Um dos projetos é a Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF (ETPVP-DF) que integra a Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político e Popular Nuestra America.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

V Mostra Terra em Cena e na Tela

 Na V Mostra do Terra em Cena, foi apresentado para os telespectadores uma peça do coletivo Vozes do Sertão Lutando por Transformação (VSLT) que retratou uma situação que vem se tornando comum em algumas comunidades quilombolas do Estado de Goiás. Tal situação ocorre devido a implementação do sistema conhecido como Goiás Tec, que representa um retrocesso na educação do Campo. Pois, esse é um plano do governo voltado para comunidades quilombolas específicas, trazendo uma desvalorização para os educadores da região, além de prejudicar de forma significativa o aprendizado dos alunos.

Após a apresentação da peça do grupo VSLT, ocorreu um diálogo com os atores que realizaram a peça, e foi explicado que o Goiás Tec é um sistema que foi implementado ainda durante o período da pandemia, usando a desculpa de facilitar a formação dos alunos da comunidade, através de aulas on-line, porém, o sistema apresenta diversas falhas, principalmente devido a dificuldade ao acesso à internet dentro das escolas na comunidade. Por isso, os alunos têm dificuldade em aprender durante as aulas on-line, que travam, e não tem um sistema adequado para funcionar conforme as comunidades necessitam

Tendo em vista os argumentos citados acima, podemos perceber a falta de competência do governo do Estado de Goiás, pois, as comunidades quilombolas possuem um grande número de egressos da Licenciatura em Educação do Campo, sem contar aqueles que ainda estão no processo de formação, desvalorizando toda evolução conquistada nas comunidades quilombolas. A peça, conta com 4 integrantes no elenco, que representam uma família de uma comunidade quilombola, retratando um pouco o cotidiano dessas famílias. Ao chegar na escola e participar da reunião, os pais se deparam com as dificuldades encontradas por alunos na sala de aula, de uma forma descontraída. Além de mostrar a dificuldade enfrentadas pelos alunos, durante a peça há uma indagação sobre os professores da comunidade, que se formaram em Licenciatura em Educação do Campo.

Para enfatizar a problemática do Goiás Tec, além do coletivo VSLT, o grupo Jiquitaias, formado por adolescentes de comunidades Kalunga do município de Teresina de Goiás, coordenado pela estudante da LEdoC Nubia Soares, também tratou sobre o assunto, enfatizando a necessidade de retirar esse sistema das escolas, pois, tal sistema deixa explícito a tentativa de alienar os moradores das comunidades, sem formar leitores e pensadores críticos capazes de lutar por melhorias na educação.

Portanto, na medida em que temos por objetivo formar futuros pensadores e leitores capazes de lutar por seus direitos, podemos perceber que a luta não é somente dos quilombolas e sim de toda a comunidade camponesa, pois , o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, entre outros movimentos sociais, lutam por uma educação emancipadora, justa e igualitária, além de trabalhar com a utopia de educação do campo não apenas para comunidades camponesas, servido de referência e modelo para escolas em todo o Brasil.

Compreendemos que é necessário a adoção de políticas públicas – que tratam a educação do Campo como um direito a toda a população do Campo, com investimentos e Leis voltadas para melhoria das escolas do campo e quilombolas – para que o sistema de retrocesso que vem sendo implementado através do Goiás Tec não avance para outras comunidades quilombolas, assentamentos, acampamentos e zonas rurais.

Não aceitaremos nenhum tipo de retrocesso em nosso avanço para uma educação de qualidade e inclusiva dos povos Camponeses, movimentos sociais, quilombolas.

Não ao Goiás Tec!

Não ao Goiás Tec!

Educação do Campo,

Direito nosso

Dever do Estado .


Protocolo de Camila Maria Alves 



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