Composição do Terra em Cena

O Coletivo Terra em Cena é uma articulação de coletivos de teatro, audiovisual e artes visuais que atuam em comunidades da reforma agrária, quilombolas e em meio urbano. É composto por professores universitários da UnB, da UFSJ, da UFSC e da UFVMJ, da rede pública do DF, por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da UnB e por militantes de movimentos sociais do campo e da cidade. O Terra em Cena se configura como Programa de Extensão da UnB, com Projetos de Extensão articulados na Faculdade UnB de Planaltina (FUP) e como grupo de pesquisa cadastrado no diretório de grupos do Cnpq. Um dos projetos é a Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF (ETPVP-DF) que integra a Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político e Popular Nuestra America.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

PPG CEN e Terra em Cena convidam a tod@s para a 65ª Edição do aPós Explorações

Seminário I - Narrativas insurgentes: Releituras à contrapelo do Brasil por coletivos de teatro e cinema contemporâneos.

Dia 01 de setembro de 2020, terça-feira, das 10 às 12h.

Conversa com a professora e diretora do Coletivo Fuzuê, Carina Guimarães (UFSJ).

Receberemos a professora Carina Guimarães, professora dos Cursos de Graduação em Teatro (Bacharelado e Licenciatura) e atual coordenadora do Programa da Pós-Graduação em Artes Cênicas PPGAC-UFSJ da Universidade Federal de São João Del Rei – UFSJ,  vice-líder do Grupo de Pesquisa (CNPq) em História, Política e Cena-UFSJ e pesquisadora do Grupo de Pesquisas em Artes Cênicas – UFSJ e Grupo de Estudos em Dramaturgia Letra e Ato – UNICAMP. Carina Guimarães é diretora do coletivo Fuzuê. Conversaremos com ela e parte do elenco sobre a experiência de produção e circulação do grupo, as influências estéticas e políticas que balizam as montagens do grupo "Fuzuê" e "Confere" como o teatro político de Erwin Piscator, o teatro dialético de Bertolt Brecht, concepções estéticas de manifestações da cultura popular brasileira, a filosofia da história de Walter Benjamin e a história de lutas e resistências populares brasileiras.

 Link para acesso a sala de Reunião do PPG-CEN no Microsoft Teams disponível em   https://cen.unb.br/posgrad/presencial/apos-exploracoes/item/351-65-apos-exploracoes-com-carina-guimaraes-do-coletivo-fuzue


Segue a programação completa: 


 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Seminário Nuestra America | 7º Encontro Teatro documentário

 O sétimo encontro do Seminário Virtual da Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político Popular Nuestra América acontecerá dia 29/07/2020, quarta-feira, das 17h às 18h30.

O debate sobre TEATRO DOCUMENTÁRIO contará com a participação de Fernanda Azevedo (EPTV-SP) com uma fala a partir do trabalho A atualidade do Teatro Documentário e Carina Guimarães (UFSJ) com uma fala a partir do trabalho Práticas laboratoriais e a história na cena: tecnologia e iluminação na cena épica de Piscator

Observação: Fernanda compartilha a tese completa e sugere a leitura prioritária o capítulo 3, especialmente a introdução do capítulo (pags 81 - 89) e os subcapítulos 3.1 (pags 89 - 99) e 3.3 (pags 104 - 111).


Segue o link da transmissão do encontro no YouTube: 





segunda-feira, 13 de julho de 2020

Seminário Rede Nuestra America | 6º Encontro Mística, teatro Épico e Teatro em comunidade

 O sexto encontro do Seminário Virtual da Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político Popular Nuestra América acontecerá dia 15/07/2020, quarta-feira, das 17h às 18h30.

O debate sobre: MÍSTICA, TEATRO ÉPICO E TEATRO EM COMUNIDADE contará com a participação de Luciano Carvalho (EPTV-SP) com uma fala a partir do trabalho As místicas do MST: aspectos formais, políticos e organizativos da construção estética do território e Welington de Oliveira (ETPVP-DF) com uma fala a partir do trabalho Teatro em comunidade e a cidade como território de experiência

Observação: Luciano compartilha a tese completa e sugere a leitura prioritária da introdução (pág. 09), do cap. 2.1. A Mística do MST(pág. 24), e das Considerações Finais (pag. 112).

Segue o link da transmissão do encontro no YouTube: 



terça-feira, 30 de junho de 2020

Seminário Rede Nuestra America | 5º Encontro Vídeo Popular e linguagem em interface com o Teatro e Educação

 O quinto encontro do Seminário Virtual da Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político Popular Nuestra América acontecerá no dia 01/07/2020, quarta-feira, das 17h às 18h30.

O debate sobre “Vídeo Popular e a linguagem audiovisual em interface com o Teatro e a Educação” contará com a participação de Felipe Canova (EPTV-DF) com uma fala a partir do trabalho Linguagem Audiovisual e a Educação do Campo: práxis e consciência política em percursos audiovisuais (tese de doutorado – Universidade de Brasília – 2019) e Diogo Noventa (EPTV-SP) com uma fala a partir do trabalho Vídeo Popular - forma e contexto. Apontamentos sobre a Associação Brasileira de Vídeo no Movimento Popular (1984-1995)

Segue o link da transmissão do encontro no YouTube: 




segunda-feira, 15 de junho de 2020

Seminário Rede Nuestra America | 4º Encontro Teatro e perspectivas contra-hegemônicas

O quarto encontro do Seminário Virtual da Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político Popular Nuestra América acontecerá no dia 17/06/2020, quarta-feira, das 17h às 18h30.


O debate sobre “TEATRO E PERSPECTIVAS CONTRA-HEGEMÔNICAS” contará com a participação de Rafael Villas Bôas (ETPVP-DF) com uma fala a partir do trabalho CPC e MST: formas e dinâmicas produtivas do teatro político brasileiro em dois tempos histórcos e Julian Boal (ETP-RJ) com uma fala a partir do trabalho  Teatro do Oprimido em tempos neoliberais: do Che ao motorista da Uber

Segue o link da transmissão do encontro no YouTube: 



sábado, 30 de maio de 2020

Seminário Rede Nuestra America | 3º Encontro Dimensão da práxis na articulação entre Cultura e política


O terceiro encontro do Seminário Virtual da Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político Popular Nuestra América acontecerá no dia 03/06/2020, quarta-feira, das 17h às 18h30.
O debate sobre “DIMENSÃO DA PRÁXIS NA ARTICULAÇÃO ENTRE CULTURA E POLÍTICA” contará com a participação de:

- Juliana Bonassa (EPTV-SP) com uma fala a partir do trabalho “A relação política e cultura na práxis do MST” (dissertação de mestrado – Universidade do Oriente/Cuba – 2015)

- Jade Percassi (EPTV-SP) com uma fala a partir do trabalho “Arte, Política e EducaçãoPopular: diálogos necessários para a transformação social”. (Tese de doutorado defendida na Faculdade de Educação da USP – 2014)


Segue o link da transmissão do encontro no YouTube: 


Seminário Rede Nuestra America | 2º encontro Marxismo Cultural



A cultura política do MST é herdeira de muitas tradições de organizações da classe trabalhadora que vieram antes de nós, por isso, consideramos importante debater no primeiro encontro (14/05/20) do grupo de estudos MST debate Cultura e luta de classes em parceira com a rede de Escolas de Teatro Político e Vídeo Popular, sobretudo, no momento de ascensão do neofascismo no Brasil, o significado do “marxismo cultural”.
Convidamos a todas e todos para debater o papel da cultura na luta de classes e no processo de transformação social, em resistência a ascensão do neofascismo no Brasil e às consequências do agravamento da crise sistêmica do capitalismo! 

Acessem o texto referência  Dialética do marxismo cultural de Iná Camargo e o debate:



Seminário Rede Nuestra America | 1º Encontro Processos Formativos


A Rede Nuestra America é uma articulação entre as Escolas de Teatro Político e Vídeo Popular do Distrito Federal, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Levante popular da Juventude, que têm como objetivo, em tempos de isolamento social, por meio do Seminário Virtual Rede Nuestra America, dar continuidade à pesquisa e a socialização de experiências em espaço virtual de trocas e  formações propostas pela rede.

No primeiro encontro debatemos sobre “Processos Formativos” com base nos artigos “Augusto Boal e o Teatro de Nuestra América”  e "Teatro do Oprimido eAugusto Boal, uma jornada marxista" com a mediação dos autores Douglas Estevam (EPTV-SP)  e Geo Britto (ETP-RJ), respectivamente. 

Acessem os textos ao clicar no título e assistam ao debate: 



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Programa de Extensão Terra em Cena abre seleção pública de bolsistas PIBEX

Programa de Extensão Terra em Cena - Seleção pública de bolsistas PIBEX

As inscrições devem ser realizadas através do envio do Termo de Compromisso de Estudante Extensionista, disponível em http://dex.unb.br/formularios/formularios-dte para o endereço eletrônico do coordenador do projeto. 

Período de inscrição: 13 a 18 de fevereiro de 2020 
Nº de vagas: 1 (uma) vaga
Coordenador: Prof Rafael Litvin Villas Bôas 
Contato: terraemcena@gmail.com  

Acesse o edital de seleção completo clicando aqui

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

IV Mostra Terra em Cena e na Tela



O vídeo documenta a IV Mostra Terra em Cena e na Tela de teatro político e vídeo popular. O evento ocorreu entre entre os dias 9 e 11 de maio de 2019 na UFPI/Campus Bom Jesus e foi realizado pelos grupos de pesquisa e extensão da Universidade de Brasília (Terra em Cena) e da Universidade Federal do Piauí (Cenas Camponesas/Núcleo de Agroecologia e Artes do Vale do Gurguéia), bem como pela CPT e MPA. O objetivo foi ampliar o espaço de formação e articulação entre os diferentes coletivos presentes, que se utilizam do teatro e do audiovisual como forma de expressão, análise da realidade, recriação da existência e ação social. A Mostra reuniu cerca de 400 pessoas no decorrer dos três dias, em diversas atividades: mesas temáticas, oficinas de teatro e cinema, apresentação de peças e filmes, debate com os realizadores, noites culturais, além de diversos momentos de integração e intercâmbio que emergiram espontaneamente no encontro.

domingo, 6 de outubro de 2019

Na Semana Universitária campus de Planaltina se torna palco de peças feministas contra o patriarcado e o feminicídio.

V Módulo da ETPVP-DF reúne em 5 dias no campus de Planaltina mais de uma centena de participantes das oficinas e quatro grupos teatrais com peças contra o patriarcado



A realização do V Módulo da ETPVP-DF ocorreu entre os dias 23 e 27 de setembro, no campus de Planaltina da Universidade de Brasília, como parte das atividades da Semana Universitária, que teve ao todo a quantidade recorde de 878 atividades nos quatro campi da instituição.
O V Módulo teve como professoras egressas do curso de Licenciatura em Educação do Campo, como Cassiana Rosa e Adriana Gomes. Cassiana coordenou uma oficina sobre teatro e questão racial. Adriana coordenou a mostra de audiovisual com filmes produzidos em escolas do campo. A estudante de graduação Ana Lêda Dias, uma das coordenadoras do grupo Vozes do Sertão Lutando por Transformação, de Cavalcante (GO), foi responsável pela oficina sobre Teatro Popular e Mineração. O professor Felipe Canova coordenou o minicurso sobre Introdução a Linguagem Audiovisual. As professoras Caroline Gomide, Susanne Maciel e Lyvian Senna foram responsáveis pela oficina Teatro e Feminismo, enquanto a professora Osanette Medeiros e o professor Rafael Villas Bôas ministraram a oficina sobre Teatro do Oprimido no trabalho de base e na educação popular. As estudantes e militantes do Levante Popular da Juventude, Cintia Isla, Vitor Gonçalves, Ângela Amaral e Weslainy Sampaio coordenaram a oficina de Teatro de Agitação e Propaganda, encerrada com uma intervenção de Teatro Imagem no restaurante universitário do campus de Planaltina.
Como a Escola de Teatro Político e Vídeo Popular e o programa de extensão Terra em Cena tem como objetivo construir redes de produção e circulação teatral e audiovisual, convidamos para se apresentar no V módulo os grupos de teatro formados em escolas públicas da rede de ensino do Distrito Federal: CEF GET 316 de Santa Maria, que reapresentou no campus a peça Romeu & Julieta, o grupo Artocracia Cênica da Escola Parque Anísio Teixeira de Ceilândia, que estreiou a primeira peça do coletivo, Transcorpos, e o grupo Vozes do Campo, do CED Incra 9, de Ceilândia, que apresentou a peça “Até quando?”.
Além disso, um grupo formado por professoras doutoras da matemática, geologia e da química estrearam uma peça cuja proposta é debater as relações sociais presentes no universo da ciência sob a perspectiva das mulheres. O projeto de extensão que elas coordenam, “Mulheres Cientistas: desafios, mitos e resistência cotidiana” (https://www.mulherescientistasunb.com/), se apropriou da linguagem teatral como instrumento para visibilizar as dinâmicas discriminatórias de gênero que secundarizam, ou invisibilizam o trabalho intelectual feminino.
Nas escolas, por ação de professoras e estudantes, cresce o debate sobre as formas de contraposição a violência contra a mulher em suas múltiplas formas de opressão. O teatro aparece como linguagem que potencializa a ação insurgente, nos permitindo ver as configurações do sistema opressivo como uma dinâmica cultural, política e econômica do patriarcado, e nos possibilita ensaiar formas de resistência e combate as opressões.

Rafael Villas Bôas
Coordenador do programa de extensão Terra em Cena e integrante da coordenação da Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF






segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Documentário sobre a Mostra de Teatro Afro Cena em Cavalcante Goiás

A Mostra de Teatro Afro Cena em Cavalcante -  Goiás, aconteceu entre os dias 02 e 15 de julho de 2018 e teve a participação de integrantes do Coletivo Terra em Cena. Segue o documentário sobre a Mostra, vejam!!!





segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Marcia Pompeo, o Terra em Cena agradece por seu legado!



Na sexta-feira, 30 de agosto, recebemos a notícia do falecimento de uma grande companheira de luta e parceira do Terra em Cena, a professora Marcia Pompeo Nogueira, da Universidade de Santa Catarina. Em 2015, tivemos a honra de recebê-la na FUP para ministrar uma oficina e integrar uma mesa redonda do 2º Seminário Internacional de Teatro e Sociedade, compartilhando sua reconhecida experiência de ensino, pesquisa e extensão universitária no campo do teatro em comunidade. 
Nos últimos anos, sua atividade esteve muito ligada à formação de professores e da juventude camponesa em assentamentos da reforma agrária de Santa Catarina, contribuindo com a formação teatral dos movimentos sociais e fortalecendo as lutas do campo. Enquanto professora de uma universidade pública, Marcia teve papel importante na democratização do acesso ao ensino superior para públicos como os camponeses sem terra, por meio das parcerias que fez com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e outros movimentos, envolvendo-os em cursos de extensão universitária  e especialização como as Residências Agrárias. 
De suas mãos surgiam belos bordados, como o que ilustra a capa do livro Ventoforte no teatro em comunidades (2015), habilidade que também pode explicar a sua maestria como grande artesã de saberes para produção de conhecimentos com relevância social e potencial emancipatório. Doutora em Drama pela Universidade de Exeter, Inglaterra, mestre em Artes e graduada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP), impulsionou o debate sobre as práticas teatrais em comunidades no Brasil, tornando-se uma das maiores referencias desta área. Defensora das abordagens dialógicas, com alargado conhecimento da obra de Paulo Freire, articulava os conhecimentos do teatro e da educação aos que eram produzidos pelas lutas sociais, bordando o futuro desejado a partir da constante transformação de si e dos campos por onde transitava.
Marcia Pompeo caminhava com as pessoas e colaborava ativamente para que as práticas teatrais ganhassem formas mais coletivas, capazes de reunir diferenças, suscitar pautas comuns e mobilizar as convergências das lutas por uma sociedade mais justa. Seu legado permanece conosco, materializado em diversas publicações acadêmicas, nos corpos de todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-la e nos resultados do seu trabalho nos mais diversos territórios. O Coletivo Terra em Cena agradece pelo importante trabalho de democratização do teatro, tecendo redes locais, nacionais e internacionais envolvendo as comunidades periféricas e do campo na produção teatral. Que possamos nos inspirar pelos princípios que nortearam seu trabalho e a construção de redes como a Rede Latino Americana de Teatro na Comunidade.

Entrevista com Marcia Pompeo Nogueira, em junho de 2019: 


terça-feira, 30 de julho de 2019

ETPVP-DF PRESENTE NA ESCOLA DE ARTE, CULTURA E COMUNICAÇÃO DO MST




Entre os dias 7 e 21 de julho, ocorreu no Centro de Formação do MST Santa Dica dos Sertões, em Corumbá de Goiás, a Escola de Arte, Cultura e Comunicação da Região Centro-Oeste. A Escola teve a participação de 25 militantes do Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Distrito Federal. 
A atividade buscou potencializar o uso das linguagens nos processos de formação política, aprofundar a formação técnica de linguagens específicas relacionadas às artes e comunicação, apresentar a organicidade do Coletivo de Cultura e do Setor de Comunicação do MST, refletir sobre o avanço do capitalismo na região Centro-Oeste e exercitar práticas, valores, e princípios humanistas e revolucionários. 
E a Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do Distrito Federal teve importante participação. Diversos momentos do curso contaram com contribuição e assessoria da militância que se articula com a ETPVP. 
No primeiro dia da Escola, a Cia Burlesca apresentou a peça “Bendita Dica”, como forma de introduzir o tema de estudo sobre o avanço do capitalismo na região Centro-Oeste. Além desta, a companhia, que tem membros no elenco e coordenação da ETPVP, apresentou o espetáculo “O Longe”. 
Jullya Graciela, membro do Coletivo Semente, contribuiu com o tempo educativo voltado ao teatro. Neste espaço, por meio da história da vida, ela trouxe elementos da linguagem teatral, além de socializar a experiência de seu coletivo. Daniel Landim, do mesmo coletivo, contribuiu na oficina de música, com técnicas de percussão. Ainda nesta oficina, Pedro Henrick, ator do elenco da ETPVP e membro da Cia Burlesca, contribuiu com técnicas de voz e coro. 
Felipe Canova, membro da coordenação e educador da ETPVP, do Terra em Cena e militante Sem Terra, deu aula para a turma nos temas “Hegemonia, Indústria Cultural e Fascismo” e “Agitação e Propaganda”. Marla Galdino, educanda da primeira turma da Escola, contribuiu na oficina de audiovisual, com formações sobre o histórico do audiovisual, roteiro e fotografia.
Além disso, Juliana Bonassa, que contribui na coordenação da Escola Popular de Teatro e Vídeo de SP e do Coletivo de Cultura do MST, participou da coordenação da Escola de Arte, Cultura e Comunicação da Centro-Oeste. 
Sendo assim, a contribuição de toda esta militância demonstra a ampliação e consolidação das articulações da ETPVP. Para além da perspectiva da formação, a Escola potencializa também seu caráter articulador. 




sábado, 29 de junho de 2019

Atuação para cinema em espaço público foi tema de formação que Ceicine promoveu no Espaço Semente para elencos da ETPVP-DF, Coletivo Semente e GET CEF 316 de Santa Maria.


Em continuidade ao processo de intercâmbio da rede de coletivos articulada à Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF, na noite de 29 de junho se reuniram no Espaço Semente o elenco do Coletivo Semente, dirigido por Valdeci Moreira e Ricardo César, o professor e diretor do grupo Grupo Estudantil de Teatro do Centro de Ensino Fundamental de Santa Maria (GET CEF 316) e integrantes do Terra em Cena e da coordenação da ETPVP-DF, com os cineastas Adirley Queirós, diretor do Coletivo de Cinema da Ceilândia,  e Joana Pimenta, cineasta portuguesa e professora do Departamento de Artes da Universidade de Harvard, tendo trabalhado nos últimos quatro anos na Ceilândia produzindo filmes com o Ceicine.
O tema da conversa foi atuação para cinema em espaço público. Foi oportunidade para os integrantes dos coletivos compartilharem suas experiências de interpretação e identificarem as diferenças do processo de interpretação e representação nas linguagens cinematográfica e teatral.
O Coletivo Ceicine tem se consolidado por estabelecer em sua filmografia uma espécie de etnografia da ficção buscando estabelecer uma interface produtiva entre o documentário e a ficção. São histórias em que a fábula amplia o potencial de desvelamento das contradições do mundo real.
A curto prazo o processo de intercâmbio e trabalho coletivo resultará na participação dos coletivos teatrais presentes e algumas das últimas cenas filmadas para o longa “Mato Seco em Chamas”. Mas, em médio e longo prazo outras perspectivas se descortinam tendo em vista projetos semelhantes dos coletivos, por exemplo, como a intenção do Semente construir uma peça a partir do romance Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, e o Ceicine pretender filmar sua versão a partir do romance dentro em breve.

Por Rafael Villas Bôas
Brasília, 29 de junho de 2019.

Mais fotos:



Chamada pública para bolsistas para PEAC ETPVP-DF Edital Casa de Cultura 2019 CAL DEX


segunda-feira, 20 de maio de 2019

IV Mostra Terra em Cena e na Tela demonstra a força do teatro e do cinema em tempos de barbárie



Entre os dias 9 e 11 de maio de 2019 aconteceu na cidade de Bom Jesus, no extremo sul do Piauí, a IV Mostra Terra em Cena e na Tela, articulada por meio da parceria entre grupos de pesquisa e extensão da Universidade de Brasília (UnB) – Terra em Cena - e da Universidade Federal do Piauí (UFPI) – Cenas Camponesas e Nagu (Núcleo de Agroecologia do Vale do Gurguéia).
            A atividade reuniu cerca de quatrocentas pessoas no decorrer dos três dias, em diversas atividades: mesas temáticas, oficinas de teatro e cinema, apresentação de peças e filmes, debate com os realizadores, noites culturais, além de diversos momentos de integração e intercâmbio que emergiram espontaneamente no encontro.
            As três primeiras Mostras ocorreram na Universidade de Brasília (campus Planaltina), nos anos 2013, 2017 e 2018, como momento culminante das atividades do programa de extensão e grupo de pesquisa Terra em Cena. A partir da III Mostra recebemos como convidado o Cenas Camponesas, um grupo de teatro criado pela professora Kelci Anne Pereira, com estudantes do curso de Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc) da UFPI, da área de habilitação em Ciências Humanas e Sociais. Na avaliação da III Mostra decidimos fortalecer e expandir a relação entre universidade, movimentos sociais e grupos de teatro e audiovisual formados pelos ou com os estudantes das Licenciaturas em Educação do Campo da UnB e da UFPI. Um dos encaminhamentos foi descentralizar a Mostra, realizando a quarta edição no Nordeste brasileiro, em Bom Jesus.
            A coordenação do encontro na UFPI foi composta pelo grupo de teatro Cenas Camponesas, pelo grupo de pesquisa Nagu, por professores/as da Ledoc-UFPI, Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), sendo a primeira vez que os últimos dois grupos se somam na construção e participação da Mostra. A presença dos estudantes da UFPI foi bastante diversificada, com muitos estudantes de outros cursos participando de vários espaços do evento.
A delegação que saiu de Brasília foi composta por professores da Ledoc da UnB, por professores da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal, cursistas do programa Escola da Terra, ofertado pela UnB em parceria com a SEDF e com o MEC, e por integrantes de três dos elencos do programa Terra em Cena: o Vozes do Sertão Lutando Por Transformação (VSLT), que apresentou a peça “Se há tanta riqueza por que somos pobres?”, o “Arte Kalunga Matec”, da comunidade Engenho II do quilombo Kalunga em Cavalcante, e o elenco da Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do Distrito Federal. Além disso, estiveram presentes os cineastas Adirley Queirós e Joana Pimenta, do Ceicine, e a documentarista e professora aposentada da Faculdade de Comunicação da UnB, Dácia Ibiapina. Ambos apresentaram filmes premiados em diversos festivais: “A cidade é uma só?”, de Adirley Queirós, e “Carneiro de Ouro”, de Dácia Ibiapina. A produção de Dácia aborda o trabalho dos cineastas da cidade de Picos (PI), em particular a obra de Dedé Rodrigues, o qual também esteve presente no evento, exibindo o filme “O sanfoneiro tocou no inferno”.
            A produção teatral apresentada deu mostra da vitalidade e da necessidade do teatro político nos tempos atuais. O Coletivo Cenas Camponesas estreiou a segunda peça de seu repertório, abordando o confronto entre os modos de produção camponês e do agronegócio no campo brasileiro, a partir de livre adaptação da peça “Posseiros e Fazendeiros”, construída em 2004 pelo grupo do MST Filhos da Mãe..Terra (SP), como exercício de adaptação de Horácios e Curiácios, de Bertolt Brecht. Em cena foi apresentado um projeto de pesquisa de grande complexidade: evidenciar as relações entre o ciclo de ditaduras latino-americanas da década de 1960 do século passado com o modelo do agronegócio, iniciado décadas antes por meio da Revolução Verde. O público se deparou com dados, imagens, cenas alegóricas, momentos de mística, num ato estético e pedagógico que demonstra a consciência do direito à cultura e a arte, por parte dos povos e educadores/as do campo.
            Com a mesma peça em cartaz há dois anos, o VSLT apresentou uma versão da narrativa construída coletivamente, na qual se observa o aprofundamento da pesquisa corporal e musical desenvolvida pelo grupo, cada vez mais consciente das raízes históricas e estéticas afrodescendentes que representam. Recorrendo à estrutura rítmica ditada pelo atabaque, os corpos encenam poemas de Drummond mesclados a formas clássicas do teatro político, gerando uma atmosfera poética e política que envolveu o público, sobretudo, quando os recursos do teatro tribunal foram acessados. A peça chega no ponto alto no momento em que o elenco desce do palco e os atores se misturam com a plateia, transformando a cena em grande assembleia em que debatem os rumos da mineração na região da Chapada dos Veadeiros.
            A terceira peça, da brigada de agitprop Marisa Letícia, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) do Piauí, abordou a Reforma da Previdência, a partir da estrutura formal do teatro de agitprop, com bases coreográficas e coros bem demarcados, conforme permitem as condições objetivas do teatro feito na rua e para o povo. A fatura do conjunto das três obras é de que existe um campo bastante fértil para a expansão do teatro político, sobretudo, quando os grupos encaram suas funções como multiplicadores, formando mais grupos pelas comunidades, escolas e organizações por onde passam, ampliando dessa forma a capacidade de auto-representação da classe trabalhadora.
            Nesse sentido, as oficinas de teatro e cinema se apresentaram como momentos relevantes de formação, colaborando para que os coletivos e movimentos envolvidos na Mostra se apropriassem um pouco mais dos meios de produção artísticos, como armas indispensáveis na luta cultural contra a barbárie, que marca a condução política do país. Teatro do Oprimido, com ênfase na coringagem, Teatro Épico, com foco no coro, teatro de agitação e propaganda, uso do celular para a elaboração de documentários e a produção cinematográfica contra hegemônicas foram temas abordados nas oficinas, se forjaram também como espaços de debate sobre as peças e filmes assistidos anteriormente.
            O seminário “arte, educação e direitos humanos”, que abriu a Mostra animado pelas exposições e análises da professora Pâmela Peregrino (UFSB) e do professor Rafael Villas Bôas (UnB), colocou questões centrais para o evento e seus desdobramentos futuros.
Uma delas é que o esforço artístico dos coletivos da rede Terra em Cena deve voltar-se não só para a elucidação, no conteúdo, do desmonte democrático sob a égide fascista, que marca a conjuntura nacional com efeitos regressivos de largo alcance na estrutura de direitos do povo. É necessário que a lucidez na análise política se reverta em força poética, que a estrutura formal das produções potencialize o estudo e a historicidade dos temas abordados.  Temos a tarefa de imaginar e realizar coletivamente obras que, por um lado, desconstruam – em seu processo, conteúdo e resultado estético – os padrões burgueses, e que, por outro lado, mobilizem o público a percorrer rotas sensíveis mais humanistas na percepção da narrativa do real e da condição humana em nosso tempo.  E todo esse potencial formativo se completa com a circulação das obras: elas precisam ser cada vez mais apresentadas e debatidas abertamente em espaços populares, nas escolas, juntos aos sindicatos e movimentos como o testemunho do trabalho desalienado na arte e da ação agregadora que ela pode gerar. Essa intencionalidade e alcance social, ao serem buscados pelos coletivos da Rede, é que formam o link entre os trabalhadores em cena e os trabalhadores na plateia, e podem fermentar a resistência à barbárie, mobilizar o pertencimento a  uma classe que se autodetermina e representa, no palco, nas ruas, na vida, na política.


Kelci Anne Pereira, Rafael Villas Bôas, Caroline Gomide e Eliene Novaes.
Professora da Ledoc da UFPI/Bom Jesus e professores da Ledoc da UnB.
Integrantes do Programa de Extensão e grupo de pesquisa Terra em Cena.


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NOTA DA ESCOLA DE TEATRO POLÍTICO E VÍDEO POPULAR DO DF EM APOIO AOS TRABALHADORES DA CULTURA E PELO FAC



A Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF (ETPVP-DF) manifesta todo apoio aos trabalhadores da Cultura do DF que lutam pela manutenção do pagamento aos projetos aprovados pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF), a serem executados no ano de 2019, bem com pela continuidade dos editais do FAC.

Compreendemos que o corte de 25 milhões do edital sob a alegação de destinação para obras de reforma do Teatro Nacional impõe dura quebra da cadeia produtiva da economia da cultura do Distrito Federal, impedindo que inúmeros projetos de qualidade, de coletivos que circulam por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, selecionados por meio de edital público, sejam desenvolvidos no ano de 2019.
A ETPVP-DF – escola que integra a Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político Popular Nuestra América que tem escolas em Buenos Aires, Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo, além do Distrito Federal – se empenha na construção de redes de produção e circulação da produção teatral e audiovisual popular por meio de casas de cultura, escolas públicas, sedes dos coletivos de teatro e vídeo, espaços sindicais e de movimentos sociais, e campi de universidades e institutos federais, buscando democratizar o acesso aos bens culturais, no âmbito da fruição e também da produção de bens simbólicos. Por termos essa meta como objetivo estratégico da escola, sabemos o quanto é necessário de empenho e recurso financeiro para que práticas de democratização da cultura se consolidem como política pública, na medida em que a Cultura é um direito humano universal e o acesso a ela deve ser garantido pelo Estado.
Infelizmente, em nível federal e também no âmbito do GDF, a Cultura tem sido considerada gasto excedente e não investimento no futuro de nossa sociedade. Apesar de consideramos obviamente importante a reabertura do Teatro Nacional, para todas as linguagens e públicos, consideramos errado fazer isso às custas do recurso que garante as atividades culturais de diversos segmentos artísticos. Em nome de um aparelho cultural no centro do plano piloto, se pretende prejudicar mais de 250 projetos, geradores de 12 mil empregos diretos e mais de 30 mil indiretos em todo o DF.
Alerta! Desperta! Ainda cabe sonhar!
O FAC é de tod@s!
Brasília, 19 de maio de 2019.