Composição do Terra em Cena
sábado, 4 de novembro de 2023
Coletivos se preparam para V Mostra Terra em Cena e na Tela
No ano que o grupo Vozes do Sertão Lutando por Transformação (VSLT), de Cavalcante, faz 10 anos de atuação, também retoma as atividades após o período de isolamento causado pela pandemia da Covid-19. O grupo acumula uma vasta experiência de apresentações e debates com o espetáculo autoral que debate o avanço da mineração no território: “Se há tantas riquezas porque somos tão pobres?”.
Após um período de pausa, recomeçar é sempre uma empreitada que demanda olhar de forma crítica para o caminho percorrido e fazer escolhas de novos rumos que se deseja seguir. O grupo realizou avaliação minuciosa dos trabalhos anteriores e vinha realizando novas leituras. Ana Leda, que integra o grupo, contribui de forma expressiva com sua pesquisa em teatro negro. E levou o texto “Sortilégio”, de Abdias do Nascimento, para o grupo ler e debater.
Neste ano, no mês de novembro, o coletivo Terra em Cena irá realizar a V Mostra Terra em Cena e na Tela. Atividade que reune a rede de coletivos de teatro e audiovisual políticos e populares para debater sobre suas produções. Desta forma, a Mostra mobiliza coletivos e educadoras(es) a se prepararem para novembro trocando experiências entre si. Tornando a Mostra mais que uma atividade pontual, e sim um momento de culminância de encontros de relações que já veem se estabelecendo ao longo de alguns anos.
Nos dias 6 e 7 de setembro, o grupo VSLT recebe Julie Wetzel (Cia Burlesca/ Terra em Cena/ ETPVP-DF/ LATERA) para trocar experiências e refletir sobre os próximos passos do grupo. No primeiro dia de atividade foi impressionante perceber que o VSLT já assistiu a maior parte dos espetáculos da Cia Burlesca, assim como os dois grupos já tiveram diversas experiências em atividades formativas. Isto demonstra a capacidade dos grupos em se manterem em contato e troca para amadurecimento em conjunto pela rede da ETPVP-DF.
Os dez anos de atuação do Coletivo contribui para um alinhamento interno em relação ao desejo de retornarem a dinâmica de apresentações dentro do território quilombola de Cavalcante. Mantendo a tradição do teatro político em informar, formar e organizar o povo. Os temas que precisam ser debatidos em âmbito comunitário a partir da cena teatral já estavam nítidos para o grupo: Mineração, o programa estadual para educação “Goiás Tech”, a demarcação de terras, o turismo predatório, o racismo e o feminismo.
Com jogos teatrais e exercícios de construção de cenas, o grupo conseguiu organizar diversos materiais cênicos em pouco tempo. Um trabalho possível para artistas militantes que estão em constante reflexão e debate sobre as estruturas que os aprisionam e as possíveis dinâmicas que possibilitam a construção de um mundo mais justo. A capacidade que o grupo VSLT tem em contribuir com espaços formativos com a ferramenta teatral de cunho crítico e propositivo é nítida e estimulante. A avaliação geral se alicerça na potencialidade de trocas entre os coletivos para construção de um caminho comum, coletivo e emancipatório. Fazendo entender que apenas desta forma será possível combater as estruturas do capital que avançam para a classe trabalhadora, do campo e da cidade.
E em poucos dias, agora em novembro, diversos coletivos se reunirão na V Mostra Terra em Cena e na Tela que ocorrerá na FUP/UnB e no território quilombola de Cavalcante para debater sobre assuntos da realidade a partir das apresentações teatrais e filmes.
Julie Wetzel
domingo, 13 de agosto de 2023
Oficina de teatro na escola de Diadema e os desafios para formação de novos grupos
Um dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, somada aos trágicos quatro anos de governo bolsonarista, é retomar de forma coesa, permanente e articulada o trabalho coletivo dos grupos de teatro: a rotina de ensaios, de encontros para estudo, de apresentações, de participação em eventos de formação dos movimentos e sindicatos e atuação nas lutas sociais.
O Coletivo Terra em Cena, em ação conjunta com a Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF está tentando refazer os elos da rede de produção e circulação dos grupos, e com esse intuito deve realizar, ainda neste ano, a V Mostra Terra em Cena e na Tela.
No dia 05 de agosto de 2023 realizamos uma oficina na escola municipal Tia Adesuíta, na comunidade quilombola Kalunga de Diadema, em Teresina de Goiás. Dela participaram estudantes da Licenciatura em Educação do Campo, adolescentes e crianças da comunidade e da vizinha comunidade “Ema” e professoras egressas da LEdoC que atualmente lecionam nas escolas da região.
A produção da oficina foi realizada por Núbia, bolsista do Terra em Cena pelo projeto “Formação, intercâmbio e circulação em teatro e audiovisual na educação do campo: rumo à V Mostra Terra em Cena e na Tela”, apoiado pelo Decanato de Extensão da UnB. Contamos com o forte apoio da diretora da Escola, Maria Lúcia, egressa da turma quatro da LEdoC “Panteras Negras”. E contamos também com a participação, na coordenação da oficina, de dois integrantes do grupo de teatro de Cavalcante “Vozes do Sertão Lutando por transformação (VSLT)”, Ana Leda e Luan, que também está retomando os encontros e ensaios da peça “Se há tanta riqueza porque somos pobres?”, sobre o impacto da exploração empresarial da mineração no território Kalunga e região.
O salto de uma oficina para a criação de um grupo é um processo que depende da superação de muitos obstáculos: a dificuldade de encontro das pessoas interessadas em participar do grupo, dada as grandes distâncias a vencer para ir aos ensaios; o êxodo rural que faz com que a juventude que está no ensino médio procure oportunidades de estudo e trabalho nas cidades, o que desmobiliza com frequência os elencos; a conquista do apoio da comunidade, das associações e do poder público para que o grupo consiga o apoio logístico de transporte, alimentação e local para ensaio e guarda dos adereços de cena, figurinos e instrumentos do grupo; o apoio constante de integrantes de outros grupos e de professores, no processo de construção das peças; e a agenda de circulação do grupo com as peças do repertório que o grupo construir.
Nesse aspecto, vale atentarmos para as estratégias de sobrevivência dos dois grupos de teatro quilombolas Kalunga ligados ao Terra em Cena há mais de dez anos, o Arte Kalunga Matec do Engenho II e o VSLT. Os grupos não têm a cena, o palco, as peças como único fim de suas razões de existência, são espaços de encontro, trocas, articulações, recebem outros grupos, fazem formação, atuam nas atividades do calendário de festas e eventos culturais e políticos da cidade e do quilombo.
Professor da LEdoC–UnB e coordenador do Terra em Cena
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Arte Cultura em Movimento (Virgilândia)
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Coletivo Arte e Cultura em Movimento na I Semana Camponesa do CE PAD/DF
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A produção teatral e audiovisual do assentamento Virgilândia: produção simbólica, mediação e formação
Quais problemas existem em um assentamento da reforma agrária? Quais relações existem entre os problemas ambientais, os econômicos e os sociais? São interdependentes? São conseqüências das mesmas causas? Qual o futuro da reforma agrária num território cercado pelo agronegócio, pelo monocultivo da cana, que degrada o solo, em que as represas das fazendas esgotam os córregos que passam pelo assentamento? Qual a posição do poder público diante do cerco dos grandes sobre os pequenos produtores? Como era a vida e a organização social das famílias na época do acampamento, e como é hoje?
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Peça LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA, dia 23/10/12 (Terça), na FUP
Coletivo de Teatro Arte e Cultura em Movimento








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