Composição do Terra em Cena

O Coletivo Terra em Cena é uma articulação de coletivos de teatro, audiovisual e artes visuais que atuam em comunidades da reforma agrária, quilombolas e em meio urbano. É composto por professores universitários da UnB, da UFSJ, da UFSC e da UFVMJ, da rede pública do DF, por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da UnB e por militantes de movimentos sociais do campo e da cidade. O Terra em Cena se configura como Programa de Extensão da UnB, com Projetos de Extensão articulados na Faculdade UnB de Planaltina (FUP) e como grupo de pesquisa cadastrado no diretório de grupos do Cnpq. Um dos projetos é a Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF (ETPVP-DF) que integra a Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político e Popular Nuestra America.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Jiquitaias e Encena Kalunga na construção da 8ª Mostra Terra em Cena e na Tela


Nos dias 29 e 30 de maio de 2026, aconteceram oficinas de teatro político e gestão cultural junto com os grupos de teatro Jiquitaias e Encena Kalunga do Território Quilombola Kalunga, em suas comunidades, para retomada e preparação das cenas e do elenco para participarem da 8ª Mostra Terra em Cena e na Tela, com data prevista para acontecer entre os dias 20 e 22 de agosto de 2026 na FUP/UnB.

Essas ações formativas nos territórios de Teresina e Cavalcante integram os objetivos do Terra em Cena em promover a socialização dos meios de produção teatral, o debate sobre a permanência dos grupos, processos de organização social, atuação comunitária e crítica por meio de linguagens artísticas.

Encontro com o Grupo Jiquitaias – Teresina de Goiás (29/05/2026)

No dia 29 de maio, no período da tarde, o encontro foi na Comunidade Diadema em Teresina Goiás, embaixo do pequizeiro em frente à Escola Municipal de Educação Escolar Quilombola Tia Adesuíta, quem abriu os caminhos e recebeu o coletivo Terra em Cena para a imersão formativa, foi a professora Núbia, mestranda do PROFArtes/UnB, egressa da LEDOC/UnB e integrante fundadora do grupo Jiquitaias. Estavam presentes 12 integrantes do Jiquitaias, sendo sua maioria novos no grupo e com uma diversa faixa etária entre 8 e 33 anos.

Esse momento, iniciou em roda com apresentação dos presentes e na sequência a professora Núbia contou a história do início do grupo, o significado do nome Jiquitaias (formigueiro que defende o seu território), distribuiu impresso as duas “escrituras das cenas” que o grupo já criou.

A primeira peça “Café, farinha e rapadura: uma pitada de história libertadora”, de autoria coletiva de Núbia, Luan e Bárbara, passa no cenário de uma casa de farinha da comunidade, em formato de conversa e o descascar da mandioca conta a história do Quilombo Kalunga desde o momento da escravização que foram levados para a região a força para trabalhar até a resistência e a fuga para formar o quilombo e suas formas de organização contemporâneas no enfrentamento às mineradoras e a garantia da titulação de terra quilombolas.

A segunda cena, nomeada até o momento de “Sobre as plantas medicinais”, com autoria de Núbia, Luan e Edna, apresenta epistemologias em saúde transmitidos de geração em geração, ao utilizar as plantas como alimentos, remédios e benzimentos, com personagens anciãs que conversam em cena com o público e jovens que buscam curar suas mazelas do cotidiano com raízes, folhas e garrafadas. Todas as receitas são ensinamentos de suas mais velhas e revelam as tradições quilombolas e a sabedoria ancestral das plantas medicinais na permanência da Cultura Kalunga. Núbia, expressa a vontade de juntar as duas cenas em uma única dramaturgia para apresentar na mostra em agosto.

Na sequência, realizamos jogos teatrais do Teatro do Oprimido, como: andando no espaço e suas variações para reconhecimento do espaço delimitado, interação e confiança entre o grupo com o gesto de olhar no olho; o seguinte jogo realizado foi rato e gato que motivou a concentração do grupo em que uns estavam mais agitados e outros menos participativos, criando um momento de brincadeira e presença corporal; outro jogo proposto foi de teatro imagem, a Homenagem a Magritte dando novos sentidos a garrafa que estava ao centro, trazendo referências do cotidiano comunitário de Diadema. Nesse momento, a participação do Jiquitaias nos transporta para a diversidade de atividades que a comunidade exerce, desde o futebol, a casa de farinha, o plantio na roça às cantigas e instrumentos da sussa, evidenciando a relação com a natureza e a cultura do povo Kalunga.

A segunda parte da atividade foi dedicada à construção coletiva de um plano de trabalho, o grupo refletiu sobre seus objetivos, desafios e estratégias de organização, mapeou habilidades e divisão de tarefas. Esse processo de formação em gestão e produção cultural em perspectiva popular e comunitária, proposto por Viviane Pinto, nos colocou os desafios de logística para a participação na 8ª Mostra.





Encontro com o Grupo Encena Kalunga – Cavalcante (30/05/2026)

No dia 30 de maio de 2026, reunimos com o grupo Encena Kalunga, o encontro foi realizado na Escola Municipal Tia Cici, em Cavalcante (GO), no período da manhã e da tarde, estavam presentes todos os integrantes do grupo: Hyori, Aparecida, Brenda, Ariel, Danilo e Nelma, estudantes da LEdoC/UnB das áreas de conhecimento em Linguagens e Ciências da Natureza, além de quatro integrantes da operativa do Terra em Cena.

O encontro iniciou-se com uma roda de apresentação e compartilhamento do processo criativo em andamento. Os participantes apresentaram ideias e pesquisas que vêm desenvolvendo para a construção de uma peça sobre a Luta contra o feminicídio e as múltiplas formas de violência contra as mulheres.

A conversa rapidamente se aprofundou, trazendo relatos de violências e dores que passaram de geração em geração até casos observados no cotidiano do território e/ou que tiveram acesso com ampla divulgação nas redes sociais.

Diante desse contexto, emergiu um importante desafio dramatúrgico e político: construir uma obra de denúncia e anúncio – que não se limitasse apenas à denúncia das violências, mas que também possibilitasse refletir coletivamente sobre caminhos de enfrentamento, proteção e identificação de ações de organização social na luta contra o feminicídio.

Foram discutidas diferentes perspectivas a serem incorporadas ao roteiro, como a importância da educação de meninas e meninos para relações mais igualitárias e respeitosas; o conhecimento das redes de apoio e dos mecanismos institucionais de proteção, como o Ligue 180, seu funcionamento e as falhas de alcance dessas ferramentas nas comunidades; o fortalecimento das organizações comunitárias; e a participação dos homens no enfrentamento das violências contra as mulheres.

Após exercícios teatrais voltados ao aquecimento corporal e à estimulação da criatividade, Julie Wetzel propôs a criação de cenas a partir das discussões realizadas. O poema Fogo!... de Nego Bispo foi declamado pelo grupo em forma de pergunta e resposta em coro, para experimentar um método que tenha o conteúdo de denúncia e anúncio. Durante a manhã, o grupo construiu uma primeira cena centrada em possibilidades de enfrentamento às violências. No período da tarde, foi criada uma segunda cena dedicada à representação dos ciclos de violência. Ao longo do processo, em conjunto, o grupo e os integrantes do Terra em Cena contribuíram com sugestões dramatúrgicas e metodológicas, buscando potencializar a expressividade e a potência política das criações.

Na etapa dedicada aos saberes em gestão e produção cultural em perspectiva popular e comunitária, o grupo realizou a construção coletiva de seu plano de trabalho e definiu como objetivos: apresentar-se na 8ª Mostra Terra em Cena e na Tela; realizar apresentações no Seminário do PIBID; participar de formações vinculadas ao Escola Quilombo; apresentar-se nos festejos e atividades da comunidade.

Para isso, foram planejadas diversas ações: aprofundamento e finalização dos textos dramatúrgicos; criação de uma terceira cena abordando o machismo e o fenômeno dos movimentos redpill; levantamento de dados estatísticos com recorte racial para compor a narrativa; elaboração do prólogo da peça; construção de figurinos e objetos de cena; definição da divisão de tarefas e do cronograma de trabalho; articulação de parcerias, especialmente com a Associação Quilombo Kalunga; e manutenção de uma rotina regular de ensaios.

Assim como ocorreu com o grupo Jiquitaias, os participantes também mapearam suas habilidades e contribuições para o processo coletivo, identificando competências relacionadas ao canto, música, dança e sistematização dos processos e conhecimentos.





Considerações Finais

Os encontros nos territórios de Teresina de Goiás e Cavalcante (GO) evidenciaram a potência dos dois grupos na construção dos processos formativos que articulam arte, educação do campo, organização comunitária e gestão cultural popular. Além de preparar e planejar apresentações para a 8ª Mostra Terra em Cena e na Tela, os encontros possibilitaram fortalecer práticas de autogestão e reafirmar a cultura como dimensão fundamental da produção da vida comunitária.

A construção coletiva dos planos de trabalho permitiu que os grupos refletissem sobre seus objetivos, recursos, desafios e potencialidades, valorizando formas próprias de organização, cooperação e sustentação dos processos culturais. Ao mesmo tempo, o trabalho criativo desenvolvido pelos grupos e reafirmado nas oficinas demonstra que o teatro político é um método que pode contribuir para a elaboração crítica da realidade, produção de memória, fortalecimento da identidade quilombola e construção de alternativas frente às violências e desigualdades vividas.

O coletivo Terra em Cena encerra esta etapa assumindo o compromisso de seguir acompanhando os processos de criação dos grupos Jiquitaias e Encena Kalunga, contribuindo para que suas experiências não se limitem à participação na Mostra, mas fortaleçam iniciativas permanentes de criação artística, organização cultural e mobilização comunitária em seus territórios.

Estiveram presentes como facilitadoras das oficinas pelo coletivo Terra em Cena, Adriana Gomes, Julie Wetzel, Viviane Pinto e o professor Paulo Henrique da LEdoC/UnB, integrantes da operativa do grupo.

Por fim, ainda tivemos a oportunidade de participar da posse da nova diretoria da Associação Quilombo Kalunga (AQK), realizada no fim de tarde do dia 30 de maio de 2026, em que as lideranças de outras associações reivindicaram ações territoriais nas comunidades, e parceiros como o Terra em Cena, ISPN, FUP/UNB, IFG, entre outros, parabenizaram a nova diretoria, e afirmaram o compromisso de apoio a nova gestão da AQK e a continuidade das ações conjuntas no território.

O Coletivo Terra em Cena agradece profundamente aos grupos Jiquitaias e Encena Kalunga, e a todo o Território Quilombola Kalunga, pela parceria na construção da nossa 8ª Mostra Terra em Cena e na Tela!

Adriana Gomes, Julie Wetzel e Viviane Pinto

Integrantes do Coletivo Terra em Cena


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Vem aí a VIII Mostra Terra em Cena e na Tela!


De 20 a 22 de agosto de 2026, o Campus UnB de Planaltina (FUP) recebe mais uma edição da Mostra que reforça os objetivos de organizar, formar e informar por meio da cultura.

Neste ano, a Mostra convida a refletir sobre os desafios da permanência nos territórios, uma questão que atravessa os 16 anos de atuação do Coletivo Terra em Cena junto a grupos, coletivos e comunidades do campo.

Mais do que um evento, a Mostra representa a culminância de um processo construído previamente por meio de oficinas, encontros, ações formativas e articulações em rede.

Teatro, audiovisual, literatura, artes visuais, debates, oficinas e encontros compõem uma programação que será divulgada em breve.

Reserve a data.

Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.




ParaTodosVerem:

Imagem 1

Card de divulgação em fundo claro, com textura de papel envelhecido, estética de colagem e tons terrosos. No topo, em letras grandes e pretas, lê-se “vem aí”, com uma linha horizontal logo abaixo.

No centro, em destaque, aparece a identidade visual “VIII Mostra Terra em Cena e na Tela”, em vermelho e preto. Abaixo, estão as informações: “De 20 a 22 de Agosto 2026” e “Campus UnB Planaltina FUP”.

Na parte inferior esquerda, há uma ilustração de uma câmera de vídeo com um olho no centro, em preto, branco e marrom. Na parte inferior direita, aparecem formas que remetem a um público ou sementes ou pegadas. Nas laterais, há traços vermelhos circulares e elementos gráficos orgânicos que reforçam a identidade visual da mostra.


Imagem 2

Card em fundo claro, com textura de papel envelhecido e tons terrosos. No topo central, aparece a identidade visual “VIII Mostra Terra em Cena e na Tela”, em vermelho e preto. Abaixo, uma linha horizontal separa a marca do texto central.

No centro, em destaque, lê-se: “Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal”. Abaixo, aparece a logomarca do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

Na parte inferior, estão dispostas as logos de realização, parceria e apoio: Terra em Cena, LEdoC, ETPVP, UnB, FUP, UnB DEX, Simpoiese, Secretaria de Cultura e Economia Criativa e GDF. Nas laterais, há elementos gráficos em vermelho e sombras de formas orgânicas de troncos retorcidos, compondo a estética visual do card.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

O Coletivo Terra em Cena celebra o reconhecimento como Ponto de Cultura concedido pelo Ministério da Cultura.



Recebemos essa notícia com alegria, especialmente em um momento de fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva, a maior política pública de cultura de base comunitária do Brasil e uma referência internacional na valorização das iniciativas culturais construídas pelos próprios territórios.

Durante a VI Teia Nacional - Pontos de Cultura pela justiça climática, que ocorreu entre 16 e 24 de maio de 2026, foi anunciado que mais de 16 mil Pontos de Cultura foram certificados, reafirmando a força, a diversidade e a capilaridade dessa rede que há décadas promove cultura de base comunitária em todo o país.

Para nós, do Terra em Cena, é uma honra integrar esse movimento. Há mais de quinze anos atuamos na formação artística, na educação popular e no fortalecimento de redes culturais, especialmente junto aos povos do campo, construindo processos coletivos que articulam cultura e organização social.

Ser reconhecido como Ponto de Cultura significa fortalecer esse caminho e ampliar nossa capacidade de conectar experiências e compartilhar saberes, potencializando, dessa forma, para que mais iniciativas culturais floresçam em seus territórios.

Seguimos acreditando na cultura como direito a partir de processos coletivos e como força capaz de criar novos horizontes.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Na semana em que a Faculdade UnB Planaltina comemorou 20 anos de vida o coletivo Terra em Cena esteve presente na programação.

 

Apresentação do Coletivo Terra em Cena durante a celebrações dos 20 anos da FUP. Fonte: acervo do coletivo Terra em Cena

O professor Felipe Canova compartilhou em seminário a história e o método de trabalho do Terra em Cena com as linguagens de artes visuais, artes cênicas e audiovisual nos territórios camponeses e quilombolas da reforma agrária. Na ocasião também estiveram presentes como integrantes do coletivo as professoras Mônica Molina (LEdoC) e Fernanda Rosas (SEEDF) e o estudante Renan Barbosa (LEdoC).

O grupo de teatro Calcário, dirigido por Pedro Ribeiro, apresentou peça de mesmo nome sobre a história da 33º reunião administrativa do DF, a Fercal, destacando os impactos ambientais e a exploração do trabalho a que está submetida a comunidade da Fercal e as pessoas que trabalham nas duas fábricas de construção de cimento existentes no local. 

O Terra em Cena participa desde 2010, ativamente da história do campus de Planaltina da UnB. Realizou dezenas de apresentações teatrais, com grupos formados por estudantes da LEdoC e por moradores de acampamentos e assentamentos da reforma agrária e de territórios quilombolas, produziu e exibiu documentários, e tem marcado as paredes da Faculdade com obras de artes visuais, os murais construídos coletivamente que contam a história das turmas da Licenciatura em Educação do Campo e expõem as simbologias das lutas pela terra no Brasil. 

Realizamos no campus cinco edições das Mostras Terra em Cena e na Tela, e duas edições externas, uma no campus de Bom Jesus, da UFPI, e outra em Cavalcante (GO). No 2º semestre de 2026 realizaremos na FUP a 8º Mostra Terra em Cena e na Tela (em breve divulgaremos a data e a programação).


Acreditamos que a formação estética, tal como a educação do campo, é um direito nosso e um dever do Estado, e que para que seja efetivada deve ser realizada como um gesto coletivo e permanente. Nos alegra fazer parte da comunidade da FUP. Vida longa ao campus, com muita arte e cultura popular!


Coletivo Terra em Cena 

Apresentação do Grupo Calcário nas celebrações de 20 da FUP. Fonte: acervo do grupo. 


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Mutirão de restauro do mural turma 6 - Chico Mendes

 

Em 2016, a Turma 6 - Chico Mendes da LEdoC realizou a pintura de um mural no prédio UEP, com o tema da luta contra a violência às mulheres. Atualmente a obra ainda conserva as suas características fundamentais, mas demanda restauro após 10 anos de sua criação. E o tema mostra ser a cada dia mais urgente!


O recém-criado Projeto de Extensão Ateliê Popular, do Coletivo Terra em Cena, iniciará seus trabalhos restaurando coletivamente esse mural. Integrantes da Turma Chico Mendes que criaram a obra estarão conosco, nos orientando nessa prática artística, junto com as/o profs. Felipe Canova, Fernanda Rosas e Simone Menezes. Venha participar! Atividade aberta e certificada como horas complementares.


*Sábado, 09 de maio, manhã e tarde, a partir das 8h30.* Se não puder vir no turno da tarde, venha no turno da manhã, ou venha nos dois, como preferir!

Local de encontro: fachada lateral do Prédio UEP (prédio velho) da FUP.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Pesquisadores do Terra em Cena publicam artigo sobre a experiência de montagem de peças de agitprop soviético do Coletivo Blusa Azul realizado em 2016 com o projeto “Terra em Cena conta Coletivo Blusa Azul”.


O artigo foi publicado na Revista Arte da Cena, na UFG, v. 11 n. 2 (2025): Artes da Cena, Extensão e Sociedade.

O artigo analisa a experiência de encenação de três  peças  do  coletivo  soviético  de  teatro  de agitação e propaganda Blusa Azul, no contexto de  celebração  do  centenário  da  Revolução Soviética,  no  Distrito  Federal,  no  Brasil.  Com referencial teórico baseado em pesquisas sobre a estética, as formas e a dinâmica de produção do teatro de agitação e propaganda soviético (Amiard-chevrel,  2015),  o  trabalho  analisa comparativamente  à  experiência  brasileira contemporânea em termos de eficácia estética, função pedagógica do teatro, sentido histórico do trabalho teatral, as possibilidades de interface com  a  linguagem  audiovisual  no  processo  de construção da montagem, e condições objetivas de produção. 


Palavras-Chave:  teatro  soviético;  agitprop; teatro político; audiovisual


O artigo completo pode ser acessado no seguinte endereço: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/83426/45093



sexta-feira, 10 de abril de 2026

Resultado Seleção Bolsista PIBEX - "8º Mostra Terra em Cena e na Tela: artes cênicas, artes visuais, audiovisual e literatura na Educação do Campo"

 Tornamos público o resultado do processo seletivo para bolsa de extensão para atuar no projeto "8º Mostra Terra em Cena e na Tela: artes cênicas, artes visuais, audiovisual e literatura na Educação do Campo", atendendo ao critério de "bolsa destinada às cotas" conforme Circular nº 09/2026/DEX.


1° lugar/ Rennan Mendes Barbosa – contemplado com bolsa de extensão

2° lugar/ cadastro reserva – Rafaelly Rodrigues de Sousa

3º lugar/ cadastro reserva – Eloanny Serafim da Conceição 

4º lugar/ cadastro reserva – Daniela Paulino da Costa  

5º lugar/ cadastro reserva – Wagner Pereira dos Santos 

6º lugar/ cadastro reserva – Daltro Oliveira Vinuto  


A candidata 241042972 foi desclassificada por divergência entre nome preenchido no formulário e nome que consta no histórico escolar. A candidata 232050812 foi desclassificada pelo critério do impedimento de bolsas concomitantes.


Aproveitamos para agradecer o interesse de todas(os) as(os) candidatas(os) no projeto e para convidá-los/las a integrar voluntariamente as ações extensionistas, com a devida certificação.


Prof. Rafael Villas Bôas 


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Resultado Seleção Bolsista PIBEX - Ateliê Popular: artes visuais e trabalho coletivo na Licenciatura em Educação do Campo

 Tornamos público o resultado do processo seletivo para bolsa de extensão para atuar no projeto "Ateliê Popular: artes visuais e trabalho coletivo na Licenciatura em Educação do Campo", atendendo ao critério de "bolsa destinada às cotas" conforme Circular nº 09/2026/DEX.


1° lugar - matrícula 222040106

2° lugar/ cadastro reserva - matrícula 232050741

3° lugar/ cadastro reserva - matrícula 222040115

4º lugar/ cadastro reserva - matrícula 232051248

5º lugar/ cadastro reserva - matrícula 212007592

6º lugar/ cadastro reserva - matrícula 202027626

7º lugar/ cadastro reserva - matrícula 241042972

8º lugar/ cadastro reserva - matrícula 241042936

9º lugar/ cadastro reserva - matrícula 160025966  


O candidato Tainam Malta Sousa teve sua inscrição indeferida por não atender aos requisitos do edital.


Aproveitamos para agradecer o interesse de todas(os) as(os) candidatas(os) no projeto e para convidá-los/las a integrar voluntariamente as ações extensionistas, com a devida certificação.


Prof. Felipe Canova

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Chamada aberta para seleção de bolsista para a VIII Mostra Terra em Cena e na Tela



Período de inscrição: de 06 até 08 de abril de 2026

Resultado: 09 de abril de 2026


 ATENÇÃO:

 Quem tiver interesse não poderá receber remuneração em qualquer outro programa institucional do DEX, não possuir pendências acadêmicas e deverá ter disponibilidade de 15h semanais para realizar atividades presenciais. Estudantes da LEdoC da habilitação Linguagens, Artes e Literatura com conhecimento nas linguagens teatral e audiovisual terão preferência no processo seletivo. 


Edital com formulário: https://drive.google.com/file/d/1qHv1n9wHIsPMsuR2kiF8woVip2vrgBOo/view?usp=sharing


Vagas para bolsista de extensão: Ateliê Popular

 


Olá, pessoal! Estão abertas as inscrições para bolsista PIBEX do projeto de extensão Ateliê Popular: artes visuais e trabalho coletivo na Licenciatura em Educação do Campo. Venha participar de um projeto com arte e cultura na FUP e em comunidades de atuação da LEdoC, promovido pelo Coletivo Terra em Cena e coordenado pelo Prof. Felipe Canova 🎨🎨🎨


*Inscrições de 06 a 08 de abril de 2026 / Resultado no dia 09 de abril de 2026*


Edital com formulário de inscrição: https://drive.google.com/file/d/1gMcAGPhZbZjAJh0N9o0JUHgpdKXBl2i5/view?usp=sharing

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Apoio às comunidades quilombolas Kalunga: contra a multisseriação




 O Coletivo Terra em Cena, grupo de pesquisa e ação extensionista do campus de Planaltina da Universidade de Brasília vem por meio deste se posicionar contrário à expansão das classes multisseriadas operada pela Secretaria de Educação de Goiás, nas escolas estaduais do território quilombola Kalunga, diante da ameaça à qualidade de ensino que esta ação representa, na medida em que diminui o tempo de exposição e debate sobre os conteúdos específicos de cada série, e sobrecarrega o trabalho dos professores, na medida em que eles tem que elaborar dois planos de aula e lecionar de forma sobreposta os conteúdos para estudantes de turmas diversificadas. 

A implementação da medida foi realizada de forma anti-democrática, sem consulta às comunidades de abrangência das escolas e sem consulta à comunidade escolar. Como um coletivo que atua ligado à Licenciatura em Educação do Campo da UnB e segue os princípios desta concepção consideramos que a educação é investimento e não gasto, e que todo discurso e prática política que justifica o corte de gasto e a precarização em nome da eficiência e da economia das contas atende a interesses diversos aos da qualidade do ensino, da soberania popular, e da construção de uma proposta de educação que dialogue com as demandas e interesses das comunidades e dos trabalhadores do segmento escolar do território. 

Esperamos que sejam realizadas audiências públicas, para que os argumentos contrários possam ser considerados e que a tomada de decisão possa ser fundamentada na escuta das comunidades e suas associações. 

Segue em anexo o documento

Coletivo Terra em Cena (grupo de pesquisa e ação extensionista da FUP/unB)