O Coletivo Terra em Cena, grupo de pesquisa e ação extensionista do campus de Planaltina da Universidade de Brasília vem por meio deste se posicionar contrário à expansão das classes multisseriadas operada pela Secretaria de Educação de Goiás, nas escolas estaduais do território quilombola Kalunga, diante da ameaça à qualidade de ensino que esta ação representa, na medida em que diminui o tempo de exposição e debate sobre os conteúdos específicos de cada série, e sobrecarrega o trabalho dos professores, na medida em que eles tem que elaborar dois planos de aula e lecionar de forma sobreposta os conteúdos para estudantes de turmas diversificadas.
A implementação da medida foi realizada de forma anti-democrática, sem consulta às comunidades de abrangência das escolas e sem consulta à comunidade escolar. Como um coletivo que atua ligado à Licenciatura em Educação do Campo da UnB e segue os princípios desta concepção consideramos que a educação é investimento e não gasto, e que todo discurso e prática política que justifica o corte de gasto e a precarização em nome da eficiência e da economia das contas atende a interesses diversos aos da qualidade do ensino, da soberania popular, e da construção de uma proposta de educação que dialogue com as demandas e interesses das comunidades e dos trabalhadores do segmento escolar do território.
Esperamos que sejam realizadas audiências públicas, para que os argumentos contrários possam ser considerados e que a tomada de decisão possa ser fundamentada na escuta das comunidades e suas associações.
Segue em anexo o documento
Coletivo Terra em Cena (grupo de pesquisa e ação extensionista da FUP/unB)


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