Composição do Terra em Cena
O Coletivo Terra em Cena é uma articulação de coletivos de teatro, audiovisual e artes visuais que atuam em comunidades da reforma agrária, quilombolas e em meio urbano. É composto por professores universitários da UnB, da UFSJ, da UFSC e da UFVMJ, da rede pública do DF, por estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da UnB e por militantes de movimentos sociais do campo e da cidade.
O Terra em Cena se configura como Programa de Extensão da UnB, com Projetos de Extensão articulados na Faculdade UnB de Planaltina (FUP) e como grupo de pesquisa cadastrado no diretório de grupos do Cnpq.
Um dos projetos é a Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF (ETPVP-DF) que integra a Rede de Escolas de Teatro e Vídeo Político e Popular Nuestra America.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Confira a programação e faça sua inscrição na 2ª Turma da Escola de Teatro Político e Vídeo Popular do DF
A Escola de Teatro Político e
Vídeo Popular do Distrito Federal abrirá a segunda turma, no dia 18 de
fevereiro, tendo a honra de receber para os dois primeiros módulos um grupo de
pesquisa e um elenco com duas peças em repertório da Universidade Federal de
São João Del Rei.
Entre os dias 18 e 20 de
fevereiro ocorrerá o módulo de abertura, em Brasília. E o segundo módulo
ocorrerá entre 21 e 24 de fevereiro, na cidade de Cavalcante, e terá a parceria
de dois grupos de teatro quilombolas ligados ao Terra em Cena, o Vozes do
sertão lutando por transformação e o Arte Kalunga Matec, além de associações
comunitárias quilombolas da região. Segue a programação detalhada dos módulos.
A segunda turma da ETPVP-DF terá
dinâmica diferente do método adotado na primeira turma. Ao invés de um ano e
meio de formação, concentraremos as atividades entre fevereiro e dezembro de
2019, e durante esse período organizaremos diversas atividades de formação:
módulos sequenciais de formação em teatro político e vídeo popular, palestras e
seminários, ensaios e apresentações do elenco da escola, ações do coletivo de vídeo popular e
atividades de tempo comunidade, que visam fortalecer e dinamizar a rede de
espaços como casas de cultura, escolas públicas, campus de universidades e
institutos e centros de formação de movimentos do campo e da cidade.
Cada atividade funcionará como
unidade autônoma, com certificação específica, e para quem quiser se formar na
segunda turma, o critério será o cumprimento de duzentas horas de formação,
considerando a somatória da participação em atividades ofertadas pela escola
durante o ano.
Segue link da inscrição:
Mais informações: https://terraemcena.blogspot.com/2019/01/etpvp-df-abre-segunda-turma-no-dia-18.html
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
ETPVP-DF abre a segunda turma no dia 18 de fevereiro e realiza dois módulos iniciais com a presença do Coletivo Fuzuê e dos professores Carina Guimarães e Berilo Nosela que coordenarão seminário, laboratório e o elenco apresentarão dois experimentos “Fuzuê” e “Confere”.
A Escola de Teatro
Político e Vídeo Popular do Distrito Federal abrirá a segunda turma, no dia 18
de fevereiro, tendo a honra de receber para os dois primeiros módulos um grupo
de pesquisa e um elenco com duas peças em repertório da Universidade Federal de
São João Del Rei.
Entre os dias 18 e 20
de fevereiro ocorrerá o módulo de abertura, em Brasília. E o segundo módulo
ocorrerá entre 21 e 24 de fevereiro, na cidade de Cavalcante, e terá a parceria
de dois grupos de teatro quilombolas ligados ao Terra em Cena, o Vozes do
sertão lutando por transformação e o Arte Kalunga Matec, além de associações
comunitárias quilombolas da região. Em breve divulgaremos as informações
detalhadas dos dois módulos.
A segunda turma da
ETPVP-DF terá dinâmica diferente do método adotado na primeira turma. Ao invés
de um ano e meio de formação, concentraremos as atividades entre fevereiro e
dezembro de 2019, e durante esse período organizaremos diversas atividades de
formação: módulos sequenciais de formação em teatro político e vídeo popular,
palestras e seminários, ensaios e apresentações do elenco da
escola, ações do coletivo de vídeo popular e atividades de tempo
comunidade, que visam fortalecer e dinamizar a rede de espaços como casas de
cultura, escolas públicas, campus de universidades e institutos e centros de
formação de movimentos do campo e da cidade.
Cada atividade
funcionará como unidade autônoma, com certificação específica, e para quem
quiser se formar na segunda turma, o critério será o cumprimento de duzentas
horas de formação, considerando a somatória da participação em atividades
ofertadas pela escola durante o ano.
Até o dia 05 de
fevereiro circularemos o formulário de inscrição para segunda turma e as
informações detalhadas dos dois primeiros módulos. Vejam abaixo as informações
dos experimentos cênicos, do laboratório e do seminário que o grupo da UFSJ
trará para a ETPVP-DF.
Segue link da inscrição:
https://drive.google.com/open?id=1HEIz_Nxbh1Y30ZCYFuUQOmhTWCqM3FXVWIb289GWBws
Segue link da inscrição:
https://drive.google.com/open?id=1HEIz_Nxbh1Y30ZCYFuUQOmhTWCqM3FXVWIb289GWBws
Sinopse do experimento Fuzuê:
Fuzuê
Que
tempos são esses, quando o falar de flores é quase um crime,
pois
significa silenciar sobre tanta injustiça?
(Trecho
do poema “Aos que virão depois de nós” de Bertold Brecht)
Fuzuê é um experimento cênico
construído a partir de relatos que transitam entre o passado histórico do país
e a atualidade, trazendo para o palco reflexões dede a época da escravidão,
chegando aos dias de hoje. As questões levantadas no experimento são
apresentadas de forma não cronológica, problematizando e trazendo diversas
perspectivas da luta de classes e das questões sociais no Brasil em seu momento
atual. A palavra Fuzuê, de origem africana, significa confusão, barulho,
trazendo à tona diversas vozes dissonantes e refletindo sobre nossa formação
social, cultural e histórica.
Ficha técnica:
Direção e coordenação: Carina Maria
Iluminação: Laboratório de Iluminação Cênica da UFSJ – Coordenação:
Berilo Nosella / Responsável: Beatriz Nitoli
Elenco:
Ana Paula Milagres Tostes
Bárbara Fátima dos Santos Lara
Beatriz Valquíria Ribeiro
Carlos Henrique Aurelio Dos Santos
Héricles Gomes de Araújo
Jhonata Francisco Castorino
Confecção de figurinos: Eliza Art
Sinopse do experimento Confere:
OFICINA:
LABORATÓRIO COLETIVO
FUZUÊ
Profa. Carina Maria Guimarães
Moreira e integrantes do Coletivo Fuzuê
Coletivo Fuzuê é um Grupo de Teatro
Universitário que se configura como um Núcleo de Pesquisa e Extensão
desenvolvido no âmbito do Grupo de Pesquisa em História, Política e Cena-GPHPC
(CNPq) da UFSJ O mesmo, desenvolveu-se a partir dos resultados de dois projetos
Coordenados pela Profa. Dra. Carina Maria Guimarães Moreira: o projeto de
pesquisa “As formas do político na cena contemporânea” e o projeto de extensão
“A cena política”. O Laboratório Coletivo Fuzuê propõe, a
partir de uma oficina prática, expor alguns dos procedimentos pesquisados e
utilizados nos últimos experimentos cênicos. Da ideia desenvolvida por Piscator
de “elevação das cenas particulares ao histórico” (157) e da investigação em
torno da cultura afro-brasileira o Coletivo Fuzuêtem desenvolvido
alguns procedimentos para a construção de dramaturgia própria, que propõem
dialogar com os processos políticos e sociais de contextos variados.
BIBLIOGRAFIA:
PISCATOR,
Erwin. Teatro político. Trad. Aldo Della Nina. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1968.
BENJAMIN,
Walter. Teses sobre o conceito da história, 1940. Obras
escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1987.
Breve Currículo:
Carina Maria Guimarães Moreira é professora do Programa
da Pós-Graduação em Artes Cênicas PPGAC-UFSJ e dos Cursos de Graduação em
Teatro (Bacharelado e Licenciatura) da Universidade Federal de São João Del Rei
– UFSJ, nas áreas de Direção Teatral, Iluminação Cênica e Elementos Plásticos
da Cena. Atua fundamentalmente nos seguintes temas: direção teatral, teatro
político; iluminação cênica, análise da cena teatral e cultura afro-brasileira.
Realizou Pós-Doutorado (março de 2017 a abril de 2018) no Programa de
Pós-Graduação em Artes da Cena da UNICAMP – SP. Doutora em Teatro pelo Programa
de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro – UNIRIO (2014). Mestre em Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em
Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO
(2009). Bacharel em Direção Teatral com Graduação em Artes Cênicas na Universidade
Federal de Ouro Preto - UFOP (2006). É vice-líder do Grupo de Pesquisa
(CNPq) em História, Política e Cena-UFSJ e pesquisadora do Grupo de Pesquisas
em Artes Cênicas – UFSJ e Grupo de Estudos em Dramaturgia Letra e Ato –
UNICAMP. Atualmente exerce o cargo de chefe do Departamento de Artes da Cena da
UFSJ.
SEMINÁRIO:
APONTAMENTOS
SOBRE A HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO CÊNICA.
Prof. Dr. Berilo Luigi Deiró
Nosella (UFSJ)
Release:
O
presente seminário propõe apresentar aos alunos o contexto histórico, as ideias
e as propostas estéticas da cena moderna a partir da incorporação dos
potenciais da iluminação elétrica entre o final do séc. XIX e início do séc.
XX. Com foco inicial nos movimentos naturalista e simbolista, séc. XIX, e seus
desdobramento no trabalho de artísticas do início do século XX – como
Pirandello, Piscator e Brecht –, propõe-se mostrar como tais novos potenciais
técnicos foram incorporados como linguagem para composição do que chamamos de
Teatro Moderno.
O
presente Seminário originou-se da pesquisa de pós-doutorado – “Capocomicato e
metateatro: o fazer e o pensamento da iluminação na dramaturgia pirandelliana”
– realizada entre agosto de 2017 e julho de 2018 no Programa de Pós-Graduação
em Artes Cênicas-PPGAC da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro-UNIRIO, na linha de pesquisa em História do Teatro e das Artes-HTA, sob
supervisão da profa. Dra. Maria de Lourdes Rabetti (Beti Rabetti), com bolsa do
Programa Nacional de Pós-Doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior-PNPD/CAPES. A versão atual, aqui proposta, foi repensada a
partir dos resultados parciais da pesquisa “Iluminação cênica e metateatro: o
fazer e o pensamento da iluminação entre o real e o ficcional”, desenvolvida
desde agosto de 2018, no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da
Universidade Federal de São João del Rei-UFSJ, com apoio da Fundação de Amparo
à Pesquisa do Estado de Minas Gerais-FAPEMIG (Chamada 01/2018 - Demanda
Universal) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico-CNPq (Chamada 28/2018 Universal).
Em
sua primeira versão, o presente seminário foi apresentado pela primeira vez na
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO, numa ação conjunta da
Escola de Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, em abril de
2018. A segunda versão foi apresentada até o momento no Instituto de Artes-IA
da Universidade Estadual Paulista-UNESP, em ação do Programa de Pós-Graduação
em Artes da UNESP e da SP Escola de Teatro, em parceria com o PPGAC-UFSJ. Até o
momento, para além desta sua apresentação na UnB, estão confirmadas realizações
do presente seminário na Universidade Federal de Uberlândia, Universidade
Federal de Ouro Preto, Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Universidad
Nacional de las Artes-UNA (Buenos Aires-Argentina).
Nesta versão do
Seminário para Brasília, propõe-se sua realização em 2 módulos de 3h (já
incluídos momento para perguntas e debates), sendo:
§ Módulo 1 – Panorama de
história da iluminação: a iluminação elétrica, a lâmpada de Edson e a cena
moderna: Antoine, Appia e Craig;
§ Módulo 2 – Pirandello
iluminador: tecnologia e fascismo; Piscator: tecnologia e história; Brecht: luz
natural ou estilização estética.
BIBLIOGRAFIA INDICADA PARA ACOMPANHAMENTO DOS MÓDULOS:
• Módulo
1 – Textos:
o ROUBINE,
Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral, 1880-1980. Trad.
Yan Michalski. 2ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
o NOSELLA,
Berilo L. D. Por uma história do pensamento sobre o fazer da iluminação cênica
moderna: a cena além do humano. Urdimento – Revista de estudos em artes
cênicas, v. 1, n. 31, Florianópolis: UDESC, 2018 (p.20-37). Disponível
em http://www.revistas.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/1414573101312018020.
DOI: 10.5965/1414573101312018020. Acesso em 07/05/2018.
ANTOINE,
André. Conversas sobre a encenação.Trad. Walter Lima Torres. Rio de
Janeiro: 7Letras, 2001.
o APPIA,
Adolphe. A obra de arte viva. Trad. Redondo Jr. Lisboa: Arcádia,
s/d.
o CRAIG,
Gordon. Rumo a um novo teatro & Cena.Trad. Luiz Fernando Ramos.
São Paulo: Perspectiva, 2017.
• Módulo
2 - Textos:
o PIRANDELLO,
Luigi. “Seis personagens em busca de um autor” (trad. Roberta Barni e J.
Guinsburg); “Esta noite se representa de improviso” (trad. Sérgio Coelho e J
Guinsburg); “Cada um a seu modo” (trad. Pérola de Carvalho e J. Guinsburg). In
GUINSBURG, Jacó. Pirandello: do teatro no teatro. São Paulo:
Perspectiva, 1999. p.179 - 384.
o SIMÕES,
Cibele Forjaz. À luz da linguagem: a linguagem da iluminação cênica de
instrumento da visibilidade à dramaturgia do visível & outras poéticas da
luz. Tese (Doutorado em Artes Cênicas). São Paulo: Universidade de São
Paulo, 2013.
o PISCATOR,
Erwin. Teatro político. Trad. Aldo Della Nina. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1968.
o BRECHT,
Bertolt. A compra do latão. Trad. Urs Zuber. Lisboa: Vega, 1999.
BIBLIOGRAFIA GERAL DO SEMINÁRIO:
APPIA, Adolphe. La musique et la mise-em-scène. Berna: Theaterkultur-Verlag, 1963.
______. “La
mise em scene du drame wagnèrien”. In Oeuvres Complètes, Tome I.
Lausanne: Société Suisse du Théâtre/L’Âge d’Homme, 1983.
ARONSON,
Arnold. “Postmodern desing”. Theatre journal, Baltimore, v. 43, p.
1-13, 1991.
BABLET, Denis. “A luz no teatro” in O teatro e
sua estética. Trad. Redondo Júnior. Lisboa: Editora Arcádia, 1964.
______.Esthétique générale du décor de théâtre de
1870̀ a 1914. Paris: Éditions du Centre National de la Recherche
Scientifique, 1965.
CAMARGO, Roberto Gill. Função estética da luz.
São Paulo: Perspectiva, 2012.
CRAIG, Edward Gordon. Da arte do teatro.
Trad. Redondo Júnior. Lisboa: Editora Arcádia, 1963.
D’AMICO, Alessandro; TINTERRI, Alessandro.Pirandello
capocomico: la Compagnia del Teatro d’Arte di Roma 1925-1928. Palermo:
Sellerio, 1987
DORT, Bernard. “A representação emancipada”. Trad. Rafaella
Uhiara In Revista Sala Preta, vol. 13, n. 1. São Paulo, jun 2013,
p. 47-55
DORT, Bernard. O teatro e sua realidade.Trad.
Fernando Peixoto. São Paulo: Perspectiva, 1977.
FOSTER,
Hal. Vision and visuality. Settle: Bay Press, 1988.
FULLER,
L. Fifteen years of a dancer’s life. Londres: Herbert Jenkins
Limited, 1913.
GRAZIOLI,
Cristina. Luce e ombra: storia, teorie e pratiche
dell'illuminazione teatrale. Roma-Bari, Laterza, 2008.
______. Pontos críticos e equilíbrios dinâmicos: estudar
a História do Teatro de Figura. Moin Moin, revista de estudos sobre
teatro de formas animadas. Ano 12, número 16, p. 17-39, 2016. Disponível
em: http://www.udesc.br/arquivos/ceart/id_cpmenu/2645/revista_moin_moin_16_15002287209367_2645.pdf.
Acesso em: 7 ago. 2017.
JULLIEN,
Jean. Le Théâtre vivant. Paris: 1892.
MARINETTI, F. T. “Manifesto Futurista – 1909”,
s.d. Disponível em: https://memoriavirtual.net/2005/02/21/futurismo-manifesto-futurista-2/.
Acesso em: 25 maio 2017.
PIRANDELLO, Luigi. O falecido Mattia Pascal.
1ª ed. São Paulo: Abril, 1978.
PIRANDELLO, Luigi. Sei personaggi in cerca d'autore,
Ciascuno a suo modo e Questa sera si recita a soggetto. In Maschere
nude Vol. III. 7ª ed. a cura di Alessandro D’Amico. Milano: Garzanti Libri,
2015. (e-book)
GUINSBURG, Jacó. Pirandello: do teatro no teatro.
São Paulo: Perspectiva, 1999. p.179 - 384.
RAMOS, Luiz Fernando. “O projeto Scene de Gordon Craig:
história aberta à revisão”. InRevista Brasileira de Estudos da Presença,
v. 4, n. 3, Porto Alegre, set./dez. 2014, p. 443-462. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/presenca/article/view/49083.
Acesso em 14 de outubro de 2017.
SARAIVA, Hamilton Figueiredo. Iluminação
teatral: história, estética e técnica. Dissertação de mestrado apresentada
ao Programa de Pós-Graduação em Teatro – ECA – USP, São Paulo, 1989.
SARRAZAC, Jean-Pierre. A invenção da teatralidade. Revista
Sala Preta, v. 13, n. 1, 2013. Disponível em https://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/57531.
DOI: 10.11606/issn.2238-3867.v13i1p56-70. Acesso em 16/02/2018.
TUDELLA, Eduardo A. da Silva. A luz na gênese do
espetáculo. Salvador: EDUFBA, 2017.
WILLIAMS, Raymond. Drama em cena. Trad.
Rogério Bettoni. São Paulo: Cosac & Naify, 2010.
ZOLA, Emile. O naturalismo noteatro. São
Paulo: Perspectiva, 1979.
Breve currículo:
Berilo Luigi Deiró
Nosella é professor de Iluminação Cênica e Direção Teatral, atuando na área de
Teoria, Análise e História e Historiografia do Texto e da Cena Teatral, do
Curso de Graduação em Teatro e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas do
Departamento de Artes da Cena da Universidade Federal de São João del Rei -
UFSJ. Graduado em Artes/Comunicação - Bacharelado em Imagem e Som pela UFSCar
(2001); mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP (2007); e doutor
em Artes Cênicas pela UNIRIO (2008), onde também realizou seu pós-doutorado,
concluído em 2018. É Líder do Grupo de Pesquisa (CNPq) em História, Política e
Cena-UFSJ e pesquisador vinculado aos Grupos de Pesquisa do CNPq: Estudos de
História e Historiografia do Espetáculo-UNIRIO e História e Teatro-UFU. Tem
experiência na área de Artes-Teatro, com ênfase em Teoria e História do Teatro,
Análise do Texto e de Cena Teatral e Elementos Visuais do Espetáculo, atuando
principalmente nos seguintes temas: Teoria e História do Teatro, Dramaturgia
Moderna, Dramaturgia Moderna Brasileira, História e Formação do Teatro Brasileiro,
Iluminação Cênica e Encenação.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
A Escola de Teatro Politico de Buenos Aires: território de resistência popular
Apesar do processo de gentrificação do bairro Palermo, em Buenos Aires
(Argentina), lá persiste um espaço de dinamização da cultura política, do
direito à alimentação e da economia autogestionária de trabalhadores/as. Neste
espaço, pertencente ao Estado, conquistado pela vizinhança para a
realização das assembleias populares em 2001 e mantido pela luta do Movimento
Popular La Dignidad, se constituiu um território muito instigante de
resistência popular pela via da arte: a Escola de Teatro Político de Buenos
Aires, integrada ao Teatro Popular La Otra Cosa.
A escola nasceu há 4 anos e desde então segue forte,
gerida por meio de assembleias gerais nas quais tomam parte
estudantes, professores/as e graduadas/os, alguns dos quais são
militantes de La Dignidad. O desafio de tal instância de decisão é
levar a cabo, no cotidiano da Escola, um método e uma concepção de trabalho
capaz de articular arte e política no processo de luta e de emancipação dos/as
trabalhadores.
Os estudantes da Escola são jovens e adultos provenientes
de movimentos populares, universidades, trabalhadores autônomos e educadores de
escolas públicas, os quais semanalmente se reúnem, durante dois anos,
para refletir e vivenciar o trabalho cultural com teatro, alternativo ao
da indústria cultural.
Em seu currículo, a formação da Escola articula a dimensão estética à ética, colocando em realce a ideia de que o componente político emancipatório não pode se separar da(s) forma(s) que a ele corresponda(m). Nesse sentido, o percurso formativo proposto passa por uma diversidade de disciplinas e atividades.
Em seu currículo, a formação da Escola articula a dimensão estética à ética, colocando em realce a ideia de que o componente político emancipatório não pode se separar da(s) forma(s) que a ele corresponda(m). Nesse sentido, o percurso formativo proposto passa por uma diversidade de disciplinas e atividades.
1o ano: aulas de Teatro do Oprimido, Teatro épico de Bertolt
Brecht, História do teatro político-disciplinas fechadas para estudantes.
Clown, Seminário de Atuação e Canto Comunitário-aberto a toda a
comunidade e demais alunos que não os do 1o ano.
2o ano: teatro do oprimido (aprofundamento - teoria e prática
de coringagem), educação popular, montagem (síntese do que se aprende em outras
disciplinas é feita nesta disciplina).
Transversal às duas turmas se desenvolve a disciplina de
teatro comunitário, realizada na Praça do Bairro Rivadavia, (“Bajo Flores”) com
a participação de moradoras da comunidade boliviana, bem como as mostras
teatrais da Escola.
Além disso, são desenvolvidas atividades de formação em marchas e atos públicos em defesa dos direitos humanos.
A cobertura dos custos da escola é realizada mediante
diferentes e conjugadas estratégias. Na primeira assembleia deste foi
pautado que os/as estudantes pagassem uma contribuição mensal de 500 pesos
argentinos, mas a decisão final foi que só pagam aqueles que possuem
condições econômicas favoráveis. Neste contexto, se nota um
empenho de toda a comunidade da escola para gerar outras fontes de
ingresso, como por exemplo, preparar e vender alimentos na cantina do teatro
durante as mostras e festivais.
É importante assinalar que os professores da Escola atuam
voluntariamente, impulsionados pelo seu compromisso com o teatro e militância.
Estudantes que se formaram na primeira turma da escola hoje integram a equipe
docente, formando duplas pedagógicas junto com professores mais experientes.
No início de novembro os/as companheiros/as da Escola de
Teatro Politico de Buenos Aires acolheram uma das participantes do Terra em
Cena/Cenas Camponesas, para com ela compartilhar no que consiste a
experiência da Escola, que, assim como o programa de extensão brasileiro,
também integra a rede Nuestra América. Por meio dos diálogos e vivências
estabelecidos na ocasião, evidenciou-se a necessidade de avançarmos no processo
de um intercâmbio da Rede Nuestra América, inclusive para fortalecer o
horizonte de sentido e consciência possibilitado pelo teatro político, tão
necessário para fazer frente ao refluxo da democracia na América Latina e
destacadamente no Brasil.
Kelci Anne Pereira – Professora da UFPI Campus Bom Jesus
Fotos:
Fotos:
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Teatro político e racismo: cenas de desopressão no Semex/UFPI.
"A carne mais barata do mercado é a carne
negra", catavam alguns. "Segundo o Mapa da Violência de
2014, 20.852 jovens negros foram mortos entre 1980 e
2011, três vezes mais que o número de homicídios de jovens brancos",
bradavam outros. "Entre
trabalhadores/as que possuem ensino superior, as mulheres negras recebem
salários 36% menor do que os das mulheres brancas e 130% do que os dos homens
brancos " , entoavam outros.
Em uníssono som e movimento,
funcionários e estudantes foram entrando em cena para tratar do racismo
no Brasil. Estávamos no início de novembro, no campus da UFPI em Bom
Jesus/PI, no contexto da oficina "Teatro político: cenas da
desopressão", no SEMEX (Seminário de Cultura e Extensão). Durante um dia
longo e de intenso trabalho nos dispusemos a articular arte e política para o
desmonte ideológico da democracia racial no Brasil: este mito que permanece
como nosso espinho na carne desde tempos imemoriais.
Dispondo de algumas técnicas e
ferramentas do teatro épico, os participantes da oficina lançaram-se no desafio
de historicizar e didatizar as causas e efeitos do problema. A situação
escolhida para tal foi a chacina de um grupo de jovens da zona
metropolitana do Rio de Janeiro, deflagrada pela polícia em março de 2018,
durante um evento de hip hop.
A partir de notícias de
jornais e análises da situação feitas pelo movimento negro, foram incorporadas
à cena as versões do fato: da polícia, impune, justificando o ato como resposta
à delinquência dos jovens, acusados de uso de drogas. Familiares e ativistas
afirmando tratar-se de um projeto sistemático de extermínio da juventude negra,
a partir de um marco jurídico antidrogas que ao invés de focalizar direitos,
promove a criminalização das parcelas mais vulneráveis da juventude. A
cena ainda levanta a hipótese de que as substâncias ilícitas tenham sido
colocadas pós morte nas mãos das vítimas, para encobertar um crime político, já
que tratavam-se de jovens ativistas do movimento hip-hop.
A preocupação do grupo de
participantes centrou-se ainda em evidenciar o racismo como um problema
histórico, que não se encerrou em 1888, mudando somente em sua roupagem:
outrora o senhor (e seu capitão do mato, um negro) contra os escravos; agora o
Estado e sua justiça burguesa (atuante meio da polícia, muitas vezes
negra)contra os que têm o "defeito de cor". Outrora açoitar para dar
o exemplo aos outros de como se pune qualquer desobediência: chibatadas
autorizadas por lei até o número 50, mas que inúmeras vezes eram excedidas ao
extremo de causarem a morte do escravo; agora, aos que teimam em fazer da arte
e da música sua resistência, novas demonstrações de força que levam a um
desfecho muito semelhante e sempre envolvendo a artimanha de tornar inimigos
quem não deveria ser : trabalhadores negros.
A cena buscou explicitar que a
demonstração de poder, força e dominação racial tem por finalidade transformar
em coisa um povo - no caso o povo negro, massacrar seu senso
de ser gente, impingir em sua alma o sentido da servidão,
impedindo-o de ver-se a si mesmo como grupo portador de direitos, de
reagir com rebeldia e organizadamente a qualquer forma de exploração e
desumanização.
A oficina foi ministra da
pelo Coletivo Cenas Camponesas, nascido de um projeto de extensão a UFPI e que
atua em colaboração com o coletivo Terra em Cena da UNB. O objetivo da
atividade foi apresentar para um público iniciante no que consiste e quais as
raízes históricas do teatro político e quais suas intencionalidades
métodos e técnicas de representação da realidade. Sob tal perspectiva, a
oficina foi pensada para problematizar como se pode tecer a amarração entre
forma estética e social para construir narrativas contra hegemônicas,
colocando em cena o que os meios de comunicação de massa não colocam: os
trabalhadores e o modo como analisam os problemas da sociedade capitalista,
suas resistências e as poéticas e políticas a elas subjacentes, os meandros
pelos quais se produzem como classe consciente de si.
Em termos metodológicos,
destacaram-se na oficina: o uso de uma instalação pedagógica para explicar as
origens e elementos (narrador, prólogo, coro, etc..) do teatro Épico, do
Oprimido e AgitProp, enfeixados na categórica de teatro político; os jogos e
exercícios teatrais, ligados à desmecanização do corpo, geração de confiança,
atenção e criatividade; rodas de conversa para sedimentar a experiência
sensível e racional e fazê-la convergir para a construção de uma cena sobre
racismo.
Durante esses momentos da oficina
fomos tematizado o teatro político como uma práxis de formação dos
sentidos e da consciência, bem como de organização social do povo. Também
discutimos o fazer teatral como um processo de trabalho (o trabalho da cultura)
fundamental à democratização da sociedade brasileira.
Experimentamos o corpo em movimento
no tempo e no espaço, articulando palavra e imagem à ética da
desopressão. Fomos tentando misturar os ingredientes usados no teatro que,
assumidamente político, tenta dar força, pelas formas de comunicação e
expressão que incorpora às narrativas de questões sociais desde uma perspectiva
coletiva, contraditória, histórica.
Como parte das reflexões da
oficina, também dialogamos que, assim como o racismo, outros temas de ordem
emancipatória podem ser abordados teatralmente, como por exemplo, o feminicídio,
a concentração de terras e a violência
no campo, a misoginia, a exploração do trabalho infantil. Em todo caso, o
trabalho de pesquisa e compreensão da realidade, bem como de experimentação com
a linguagem, precisa ser feito para provocar a reflexão e o encontro desnaturalizado
do público com a cena. O que parece óbvio deve ser revirado pela cena, a
relação causa de efeito precisa ser perscrutado, o público deve estranhar o que
vê e o elenco surpreender-se em cada atuação. Na tentativa de construir um
teatro da desopressão (não burguês e não dramático), educativo para o público e
para o elenco, tratamos também do teatro fórum, em que a quarta parede é
rompida e os expectadores entram em cena para resolver o conflito, tornando-se
o que Boal chama de expect-atores.
Com reflexões como essa encerramos
a oficina, mas não o Semex, nem o que de arte e cultura houve no evento. Para
fechar o seminário, o coletivo Cenas Camponesas apresentou ( pela 4ª
vez) a peça "Luta nossa, camponesa!", que trata da grilagem digital
de terras no sul do Piauí e de uma série de conflitos no campo envolvendo a
expropriação de trabalhadores camponeses.
Na sequência, houve a
premiação dos melhores trabalhos de extensão apresentados durante o evento.
Duas das três premiações foram dirigidas a artigos produzidos no âmbito
do Coletivo Cenas Camponesas. A premiação marcou o reconhecimento público
da relevância epistêmica e metodológica do projeto para a formação humana.
O teatro político, na extensão,
é um pequeno ensaio da mudança que queremos ver nas pessoas, para
que elas transformem o mundo. Precisamos expandi-lo, colocá-lo como forma de
mediação e ação com o povo, com os trabalhadores, com os movimentos em todos os
espaços. Acontecer na universidade é importante, mas não basta: o teatro deve
estar nas ruas, praças, nas roças e fábricas. Em todos os lugares onde houver
gente, onde a opressão estiver... Façamos presentes nossos coros, teses,
prólogos, canções e corações, reinventando na imaginação a mudança da
realidade.
Kelci Anne Pereira – Professora da LEdoC/UFPI - Campus Bom Jesus
Coordenadora do Cena Camponesas
Coordenadora do Cena Camponesas
Mais Fotos:
sábado, 10 de novembro de 2018
Terra em Cena encerra o ano de 2018 fortalecendo os coletivos e projetando ações de 2019
Na
primeira reunião do Coletivo Terra em Cena realizada após a III Mostra Terra em
Cena e na Tela, realizada no dia 07 de novembro de 2018, podemos
notar que os objetivos traçados de fortalecimento dos coletivos e
amadurecimento dos processos de trabalho estão sendo alcançados, por medidas
como as seguintes, que foram informadas na reunião:
· Ampliação
de repertório: o Coletivo VSLT incluiu em seu repertório a peça
Scottboro do Proletbuhne a partir de versão adaptada pela Escola de Teatro
Político do Distrito Federal e Entorno e com isso abre maior espaço para o
debate sobre o racismo e o genocídio da população negra no Brasil;
· Intercâmbio
entre os grupos: o coletivo Arte Kalunga Matec
informa realização de intercâmbio com o coletivo VSLT, ou seja, os dois grupos
do Território Kalunga passam a dialogar de forma mais consistente, e Ana
Carolina informa da possibilidade em breve de criação de mais um grupo na
região, na comunidade São José;
· Construção
de sedes dos coletivos: o grupo Arte e Resistência Jovem
informa do planejamento de construção de uma sede construída nos padrões da
bioconstrução; o Arte e Kaluga Matec tem uma sede construída com a economia das
bolsas de extensão que receberam em projetos anteriores.
· Ampliação
do diálogo com as escolas do campo: o programa de
extensão Terra em Cena participa do curso Escola da Terra ofertado para 120
professores de escolas do campo do DF, coordenado pela professora Eliene
Novaes, ministrando aulas de teatro e audiovisual, pelos professores Adriana
Gomes, Felipe Canova e Rafael Villas Bôas, articuladas às metodologias de
educação popular, visando fortalecer o processo de formação estética e política
e a organização social nos territórios e comunidades.
· Atividades
do grupo de pesquisa: o projeto Terra em Cena conta Blusa
Azul está em fase de finalização, com a edição do documentário do processo de trabalho
com as cenas “O trabalho doméstico e a operária”, “Os ais atuantes contra todas
as doenças” e “De pé para lutar escravos colonizados!”. Durante o processo
pudemos fortalecer vínculos com pesquisadores e coletivos, como o professor
Diego Moskovich, especialista em teatro russo e soviético, a Cia Estudo de Cena
(SP) e o Coletivo Semente (Gama-DF) que estiveram conosco na filmagem da versão
para vídeo da peça “De pé para lutar, escravos colonizados!” realizada no dia 4
de novembro no espaço do Coletivo Semente, do Gama.
– Contamos
também com processos de qualificação de pesquisas de Doutorado do professor
Felipe Canova e de mestrado de Adriana Fernandes, Adriana Gomes e Tállyta
Abrantes. E até o final do ano ainda teremos várias defesas de monografia de
graduação dos integrantes da oitava turma da Licenciatura em Educação do Campo
da UnB e o exame de qualificação de doutorado da pesquisa da professora Rayssa
Aguiar Borges;
– Recebemos
também na reunião três novos integrantes das turmas mais recentes da LEdoC;
– em
2018 o Terra em Cena conseguiu em dois editais obter sete bolsas para
integrantes da graduação da UnB se dedicaram aos processos de pesquisa e
trabalho na ETPVP-DF e nos grupos do território Kalunga e ARJ, de Flores de
Goiás.
Para
2019 temos expectativa de poder receber em Planaltina o 1º Festival das Escolas
da Rede de Teatro e Vídeo Político e Popular Nuestra América, no meio do ano.
Para isso a Rede concorreu a recurso por editais e aguarda o resultado dessas
tentativas. E esperamos poder realizar a IV Mostra Terra em Cena e na Tela no
campus de Bom Jesus da Universidade Federal do Piauí, sede do Coletivo Cenas
Camponesas, vinculado à Licenciatura em Educação do Campo com habilitação em
Ciências Sociais ofertada naquele campus. Uma meta traçada é entramos em
contato com outras universidades em que há iniciativas de trabalho com Educação
do Campo, Cultura e Formação para podermos ampliar a rede de coletivos do Terra
em Cena, potencializando a produção e circulação dos trabalhos desenvolvidos
pelos diversos estados, campi de universidades e institutos e pelas comunidades
dos territórios quilombolas e assentados que trabalhamos.
Por
fim, nossa primeira atividade em 2019 deve ser uma caravana organizada em
parceria com o Coletivo Fuzuê e Núcleo de Estudos em Teatro Político, da UFSJ,
coordenado pela professora Carina Guimarães, que partirá da FUP rumo ao
território Kalunga parando pelos territórios de assentamento e quilombo em que
temos coletivos atuando, para se apresentar, intercambiar experiências e fazer
oficinas. A atividade deve se constituir como um seminário de Tempo Comunidade
articulando os regimes de alternância da LEdoC da UnB e da ETPVP-DF.
Rafael Litvin Villas Bôas
(Fotos da Reunião Geral do Terra em Cena - Faculdade UnB de Planaltina)
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